Da Redação Com Lusa
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Os primeiros dados de um estudo sobre o valor econômico da língua portuguesa apontam para um peso de 17% no PIB (Produto Interno Bruto) em Portugal, disse Madalena Arroja, diretora dos serviços que promovem o ensino do português no exterior. Durante o debate "A Lusofonia", realizado em 12 de novembro, Madalena revelou que o Instituto Camões está fazendo um estudo, envolvendo uma equipe multidisciplinar do Instituto das Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE,) para determinar o valor econômico da língua portuguesa. Encomendado há um ano, o estudo vai, nos dois primeiros anos, se debruçar sobre a realidade portuguesa, sendo objetivo encontrar apoios de grandes empresas para, no terceiro ano, ser ampliado ao espaço de toda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). Num estudo similar, a Espanha concluiu, há dois anos, que o valor econômico do castelhano no seu PIB era de 15%, enquanto o da língua portuguesa, segundo os primeiros dados, é de aproximadamente 17%. Iniciativas Ressaltando a importância da língua para o mundo dos negócios e para as empresas que querem entrar em outros mercados, Madalena Arroja ressaltou as prioridades dadas pelo Instituto Camões à CPLP, mas também ao Magrebe e à América Latina. A representante do Instituto Camões citou ainda o fato de todos os funcionários do Banco Africano de Desenvolvimento em Túnis, na Tunísia, estarem aprendendo português, segundo um protocolo assinado com o Instituto Camões, e de no Senegal existirem 16 mil e estudantes do português. Destacando o apoio que é dado por empresas que localmente financiam as atividades dos Centros Culturais Portugueses, Madalena Arroja disse estar sendo negociado um protocolo com a Galp para financiamento das iniciativas do Instituto Camões na educação. "Na base da globalização, estão os mercados e o português e o castelhano serão línguas de negócios como tem sido o inglês", afirmou, lembrando que o Instituto Camões tenta convencer o Executivo da União Européia a reconhecer que há línguas européias "com uma dimensão externa". Em janeiro, será lançado um "curso de intercompreensão" envolvendo o português, o espanhol e o francês, que deverá ser posteriormente alargado ao italiano e ao romeno.
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