Em 2009, faz 10 anos que as Nações Unidas começaram a atuar na ex-colônia portuguesa.
Por Mônica Villela Grayley Da Rádio ONU em Nova York
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O Conselho de Segurança da ONU anunciou, em Nova York, a renovação por mais um ano do mandato da missão no Timor-Leste, Unmit. A resolução foi adotada, por unanimidade, dias após um debate sobre a situação política na ex-colônia portuguesa. Participaram da reunião, no dia 18 de fevereiro, o presidente timorense e Prêmio Nobel da Paz, José Ramos Horta, e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Os países-membros do Conselho de Segurança pediram à Unmit que dê apoio logístico às eleições no Timor, marcadas para este ano. O órgão também recomendou continuidade na reforma do setor de segurança incluindo a formação de novos papéis para as Forças Nacionais de Defesa e da Polícia National do Timor-Leste, Pntl. O novo comissário da polícia das Nações Unidas no país, Luís Carrilho, disse à Rádio ONU, antes da decisão do conselho, que pretende reforçar a capacidade da corporação. Segundo ele, os países de língua portuguesa podem vir a contribuir ainda mais com especialistas. "Enquanto Nações Unidas, uma ou outra especialidade que se precise, em termos de polícia, poderá a ser pedido por um ou outro país de língua portuguesa. O fato de falar português poderá ajudar em determinadas áreas em nível de formação", disse. Uma outra recomendação da ONU é a reforma do setor de justiça e o reforço das instituições timorenses. Timor cresceu mais de 10% A situação no Timor-Leste foi debatida pelo Conselho de Segurança em Nova York, e no encontro, foram analisados os avanços de segurança e desenvolvimento, registrados nos últimos 12 meses, e os desafios na área de justiça. Ban Ki-moon afirmou que sem prestação de contas do governo para o povo e do povo entre si não existirá esperança para um Estado democrático. O presidente do Timor-Leste e Prêmio Nobel da Paz, Ramos Horta, disse que após os atentados de 11 de fevereiro, o país registrou melhorias também na situação dos refugiados. A maioria das 155 mil pessoas que haviam fugido por causa da onda de violência de 2006, voltou à casa. O relatório da ONU mencionou o que chamou de retórica inflamada do maior partido de oposição, Fretilin, que se recusa a reconhecer a legitimidade da coalizão parlamentar que governa o Timor. Segundo o documento, apesar da queda no número de casos de crimes graves, o país ainda enfrenta algumas situações disciplinares nas forças de segurança. Antes da reunião, o novo comissário de polícia das Nações Unidas disse à Rádio ONU, que irá priorizar o treinamento da corporação timorense. "O mandato das Nações Unidas para o Timor-Leste é, por um lado, a manutenção da ordem pública, da segurança pública, e por outro lado, desenvolver a capacitação da polícia timorense em reassumir as tarefas de ordem pública num país democrático. Ela deve assumir livremente o poder executivo neste território", disse Carrilho. O presidente José Ramos Horta, disse que o país terá que mobilizar, nos próximos anos, pelo menos US$ 5 bilhões, o equivalente a mais de R$ 11 bilhões, para construir um aeroporto internacional, portos e estradas e promover mais desenvolvimento. Ele elogiou o trabalho da missão da ONU e lembrou que a Unmit tem um índice de aprovação de 75% contra 66% do governo.
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