Várias frentes estão a lavrar no concelho de Oliveira de Hospital, oriundas do fogo que começou em Arganil na quarta-feira, tendo passado o rio Alva e encaminhando-se, encosta acima, para a sede do município, disse fonte da autarquia.
Em informação prestada à agência Lusa pelas 18:30, fonte oficial do município de Oliveira do Hospital (distrito de Coimbra), com base em informações da Proteção Civil municipal, indicou que uma das frentes “mais problemática e preocupante” lavra no vale do rio Alva, no território da União de Freguesias de Penalva do Alva e São Sebastião da Feira.
No entanto, segundo a mesma fonte, o incêndio já atingiu, no total, oito freguesias, todas localizadas no sul do concelho, algumas das quais nas margens do rio Alva.
As várias frentes de chamas, que não são contínuas, mas que lavram numa área de cerca de 12 quilómetros de largura, em linha reta, têm-se propagado encosta acima “e estão a aproximar-se da cidade a olhos vistos”, indicou a mesma fonte.
“Há o perigo de se repetir o que aconteceu em 2017”, lembrou, um aviso reiterado nas últimas 24 horas por responsáveis autárquicos de Oliveira do Hospital.
O incêndio tem levado à evacuação de alguns empreendimentos turísticos no município, bem como ao cancelamento de reservas, nomeadamente na Ponte das Três Entradas (onde os rios Alvoco e Alva confluem), com uma unidade hoteleira de quatro estrelas ali existente “que estava cheia”, assim como outra unidade em Vila Pouca da Beira, por onde as chamas passaram, sem causar danos.
A reportagem da Lusa no local constatou a destruição provocada pelo incêndio em terrenos rurais e florestais, ao longo de cinco quilómetros de estrada nas margens do rio entre Vila Cova de Alva (Arganil) e Avô (Oliveira do Hospital).
“O incêndio está a avançar a grande velocidade e a situação é extremamente preocupante”, resumiu a fonte municipal.
Pelas 19:00, 1.049 bombeiros, apoiados por 343 viaturas e oito meios aéreos, combatiam as chamas no incêndio de Arganil, que, para além de Oliveira do Hospital, também se estendeu aos concelhos da Pampilhosa da Serra e de Seia, este já no distrito da Guarda.
Situação
Neste dia 15, a Proteção Civil registrou 65 incêndios rurais, empenhando 2.080 operacionais, até às 17:00, com 10 ocorrências mais preocupantes, e conta que os meios aéreos enviados pela Suécia comecem a operar na segunda-feira.
De acordo com Mário Silvestre, comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, entre as 00:00 e as 17:00, registaram-se “65 ocorrências, 16 das quais em período noturno”, ou seja até às 08:00, que empenharam 2.080 operacionais, com 556 meios terrestres e 170 missões com os meios aéreos.
No ponto de situação na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, (ANEPC), em Carnaxide (Oeiras), pelas 19:00, o responsável operacional referiu que de 14 ocorrências em curso 10 eram as que mais preocupavam nas Beiras e Serra da Estrela, em Viseu, Dão-Lafões, Arganil, Cinfães, Lousã, Portalegre, Guarda, Freixo de Espada à Cinta, Sabugal e Figueiró dos Vinhos.
Estes incêndios mobilizavam então 3.023 operacionais, 1.000 veículos e 26 meios aéreos.




