Odair Sene Do Jornal Mundo Lusíada
Em 5 de julho a Sociedade União Portuguesa de Santos esteve lotada (cerca de 550 pessoas) para a tradicional e anual Festa de Santoinho. Em Portugal, este evento teve origem em Darque, localidade muito próxima de Viana do Castelo pela N13, a festa recebe milhares de pessoas entre os meses de junho e setembro. Por se tratar de uma das festas mais tradicionais de Portugal, é tido como um grande arraial minhoto com muita decoração, balões, e para a qual o país recebe turistas da Espanha, da França, Alemanha, Inglaterra, etc; na maioria em excursões. As pessoas precisam marcar reservas com muita antecedência para verem 3 ou 4 conjuntos musicais, mas 3 ou 4 grupos folclóricos, saborear a sardinha portuguesa e febras na brasa, muito vinho e, claro, muita diversão, tudo isso com o pagamento apenas da entrada. Comida e bebida são à vontade. Algumas entidades lusas de São Paulo procuram manter essas manifestações culturais típicas, nesta noite por exemplo, o Grupo Verde Gaio de Santos entrou ao salão todo enfeitado e com seus arcos coloridos, marchas de Lisboa, e o espaço se tornou pequeno para tantos convidados. Ao Mundo Lusíada, Vasco Monteiro, diretor da casa e responsável pela apresentação, disse que se tivesse o dobro, ou triplo do espaço, teria vendido mais 200, 300 convites. Até porque, a União Portuguesa, presidida pelo empresário José Duarte de Almeida Alves, não deixou por menos e serviu sardinhas portuguesas (pela primeira vez, já que, normalmente usa-se as nacionais). O próprio Vasco teria feito o pedido em reunião de diretoria. Além da iguaria original, serviu-se frango, galeto, caldo verde, vinho branco, tinto, seco, vinho maduro – tudo à vontade, no barril – seguindo a tradição de Darque. Conforme Vasco Monteiro, no próximo ano a Casa de Portugal de São Paulo também deve fazer sua Festa de Santoinho com essas iguarias. “O importante é que fizemos nossa festa em nossa casa e a União Portuguesa é nossa casa. Aqui as pessoas ficam mais aconchegantes, há mais convívio. Aqui temos médicos, advogados, engenheiros, construtores, este é o público que freqüenta nossa a SUP, que é uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos, mas que tem um carinho muito especial, além de um belo salão e uma localização ótima [em plena Av. Ana Costa], então é um lugar muito interessante para as pessoas freqüentarem”, referiu. Antes da entrada do Verde Gaio, o público ouviu músicas portuguesas com o Marcos, a Cida e a Sônia, os quais, no palco, receberam a fadista Marly Gonçalves e a cantora Vera Lúcia. Ambas muitíssimo aplaudidas pelos presentes.
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