Da Redação Com Lusa
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Pinturas feitas pelo artista francês Nicolas-Antonine Taunay (1755-1830), a pedido da família real portuguesa, vão ser expostas em São Paulo no âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada da Corte ao Brasil. Trata-se da primeira retrospectiva da obra do artista – cerca de 70 pinturas realizadas durante a sua passagem pelo Brasil, a convite de D. João VI. Em 1816, Taunay, então com 60 anos, chegou ao Brasil em companhia de um grupo de artistas franceses e anos depois fundou a Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro. Conhecida como a "Missão Francesa", esse grupo de artistas marcou a história das artes visuais no Brasil. A mostra, "Nicolas-Antoine Taunay no Brasil – uma leitura dos Trópicos", estará patente ao público entre os dias 19 de julho e 07 de setembro, em São Paulo. A mostra, que já esteve no Rio de Janeiro, conta com a colaboração de diversas instituições estrangeiras, como o Palácio de Versalhes, Victoria & Albert Museum e o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa. Durante a exposição será promovido um ciclo de palestras com os organizadores da mostra e um grupo de estudiosos com debates sobre a chegada da família real portuguesa e a obra do artista francês. Nicolas-Antoine Taunay Nascido em Paris a 10 de Fevereiro de 1755, Taunay iniciou a sua carreira aos 13 anos, frequentando a Academia Real de Pintura e Escultura da França e também a Academia de França, em Roma. Conhecido inicialmente como pintor de paisagens de pequeno formato, fez também nome como artista do círculo de Napoleão Bonaparte, executando para o general várias telas de grandes proporções. A exposição começa com o módulo "Auto-retrato", em que é apresentada a imagem do artista, seguida pela primeira fase da carreira de Taunay na Europa. A sessão "O pintor de história: as grandes telas napoleônicas" exibe as maiores pinturas do artista feitas para Napoleão Bonaparte, vindas do Palácio de Versalhes. Os módulos "No Brasil: Os trópicos como espectáculo", "Vistas urbanas: O Rio de Janeiro como uma vila italiana" e "A escravidão como detalhe" retratam a produção brasileira de Taunay. As pinturas feitas para a família real portuguesa no Brasil estão na sessão "Nobreza reluzente" da exposição. A mostra termina com a sessão "De volta, mas com o Brasil na bagagem" a retratar a influência da paisagem tropical na produção européia de Taunay, após o seu regresso a França em 1821.
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