Da Redação Com agencias
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A Self Energy, empresa portuguesa do setor das energias renováveis, em consórcio com o Grupo Visabeira, começou a operar em Moçambique, com um investimento previsto de 351 mil euros até ao final deste ano, divulgou a Agencia Lusa. De acordo com o presidente da Self Energy, Miguel Matias, a empresa vai se dedicar à geração de energia solar (térmica e fotovoltaica) e eólica para hospitais, escolas, condomínios, centros comerciais, hotéis e escritórios. "A atuação da Self Energy Moçambique estará assente numa estratégia diferenciadora. Através da combinação dos melhores fabricantes internacionais de equipamentos de energias renováveis e micro-geração com as mais conceituadas universidades portuguesas no setor, poderá assegurar a capacidade de introdução no mercado de tecnologias inovadoras", afirmou Matias. Falando na ocasião, o ministro moçambicano da Energia, Salvador Namburete, disse que a entrada da Self Energy no país "vai ao encontro da prioridade do Governo na busca de alternativas aos combustíveis fósseis". "O impacto negativo da crise provocada pela alta dos preços dos combustíveis fósseis tornou prioritária e urgente a procura de novas fontes de energia", afirmou Namburete. Por outro lado, o diretor da Visabeira Moçambique, Afonso Loureiro, afirmou que "Moçambique tem todas as condições naturais para aproveitar as energias renováveis". Promoção dos biocombustíveis O presidente moçambicano, Armando Guebuza, também defendeu a aposta do seu Governo na promoção dos biocombustíveis, considerando que "não há motivos para conflitos" com a população das zonas rurais do país. Mais de uma dezena de empresas estão atualmente envolvidas na produção de matéria-prima para a geração de biocombustíveis em Moçambique, suscitando o receio de conflitos com os camponeses devido à procura de melhor terra e de água, segundo Portugal Digital. Na abertura da 45ª Feira Internacional de Moçambique (FACIM), o chefe de Estado moçambicano indicou a aposta nos biocombustíveis como uma das soluções para reduzir a dependência externa do país em relação aos combustíveis tradicionais. Armando Guebuza afirmou que a crise provocada pelas oscilações do preço do crude no mercado internacional tem fragilizado a capacidade do país de financiar a economia. Por outro lado, para manter as importações de combustíveis fósseis, o Estado tem sido forçado a desviar verbas de outras despesas, reduzindo o esforço de combate à pobreza, acrescentou o chefe de Estado moçambicano. Nessa perspectiva, "a redução da dependência relativamente às importações de combustíveis passa pela busca de alternativas, como a geração de biocombustíveis", assinalou. Sobre o impacto da atividade de produção de biocombustíveis no país, o chefe de Estado moçambicano realçou que "não há motivos para conflitos, pois a opção pelos biocombustíveis pode complementar os esforços de luta contra a pobreza no país". Disse ainda que a disponibilidade de terra não cultivada no país torna possível compatibilizar a produção de biocombustíveis e a de alimentos, segundo infrmações da Angop.
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