Lusofonia é oportunidade na nova economia global, diz Primeiro-Ministro em Lisboa.
Da Redação

Referindo que a instituição celebra 18 anos em 2014, o Primeiro-Ministro afirmou que a Comunidade vem transcendendo os seus três pilares originais: concertação político-diplomática, cooperação para o desenvolvimento e difusão da língua Portuguesa.
Pedro Passos Coelho recordou que os oito países têm 240 milhões de habitantes, mais de 10 milhões de quilômetros quadrados de território e o mesmo de zonas econômicas exclusivas marítimas, e representam 4% do comércio mundial.
“Podemos e devemos estar preparados para explorar essa dinâmica de crescimento numa lógica de fazer negócios na língua portuguesa. Portugal, pela sua parte, assume o compromisso de dar o seu contributo para esse efeito”.
A CPLP assume, crescentemente, “uma dimensão energética” defende, uma vez que 25% de todas as novas descobertas de petróleo e gás desde 2005 foram feitas em países lusófonos (Brasil, Moçambique e Angola). Timor-Leste, que também apresenta “um elevado potencial no âmbito dos hidrocarbonetos”, tem procurado fomentar a lusofonia energética, tendo sugerido a eventual constituição de um consórcio de empresas lusófonas para explorar reservas existentes”, segundo Pedro Passos Coelho.
O Primeiro-Ministro declarou também que – para além do pedido da Guiné Equatorial para integrar a CPLP – os Governos do Japão e de Marrocos manifestaram a intenção de se candidatarem ao estatuto de observador da CPLP.
Pedro Passos Coelho afirmou igualmente que a “predisposição evolutiva” da CPLP “constitui um elemento determinante na gestão que a Organização fará dos novos condicionalismos internacionais. Justificará a ponderação de novos objetivos e o alargamento da CPLP a novos membros, sempre numa lógica de crescimento e de fortalecimento da Organização”.
Os objetivos do encontro de um dia, na capital portuguesa, são “promover o financiamento às economias e ao desenvolvimento, concretizar a livre circulação de pessoas, bens, serviços e transferências de capitais, melhorar os procedimentos para a criação de empresas, criar mecanismos de mediação de conflitos, implementar a diplomacia econômica, criar a comissão instaladora da União de Bancos, Seguradoras e Instituições Financeiras da CPLP e criar a comissão especializada da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP)” nesta área.
Livre Circulação
A exemplo, no dia 02, o presidente da Confederação Empresarial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) defendeu a livre circulação de pessoas, bens e serviços nestes países, para além da livre transferência de capitais para melhorar as economias nacionais.
“A livre circulação de bens, pessoas e serviços, e a livre transferência de capital entre os nossos países tornaria mais fácil gerar negócios e aumentar as economias”, disse Salimo Abdula, argumentando que, como “o empresariado pede”, bastaria haver “a vontade dos políticos para haver um real desenvolvimento das economias de todos e que nos levariam a ser uma das maiores forças a nível internacional”.
Durante o discurso na abertura do encontro, Salimo Abdula retomou esta ideia, já defendida várias vezes durante o seu mandato, para sublinhar que este será “um dos principais trabalhos” duma nova comissão especializada.
No âmbito da criação da união de bancos, seguradoras e instituições financeiras, “vai ter como principal trabalho melhorar os procedimentos para facilitar a criação de empresas e promover a melhoria do financiamento das economias do nosso espaço lusófono”. Se isto for conseguido, “não há razão para não abrir as fronteiras”, concluiu o representante dos empresários lusófonos.
Uma das novidades apresentadas por ele foi a da realização de um Fórum Econômico em Luanda, a 16 e 17 de julho, para “fortalecer e dinamizar ainda mais o imprescindível e necessário desenvolvimento econômico nos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), incluindo a Guiné Equatorial como recém associada da CE-CPLP”.
LEIA MAIS >> Visão estratégica da CPLP aposta na vertente econômica e empresarial




