Da Agencia Lusa Portugal
|
Mais de 300 pessoas já assinaram a petição lançada pela Casa de Portugal em Macau para tentar impedir a venda das instalações da Livraria Portuguesa no território, que o Instituto Português do Oriente quer alienar. Disponível para assinatura em http://www.petitiononline.com/cpmlivpt/, a petição será mais tarde enviada ao presidente da República, presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, ministros da Cultura e dos Negócios Estrangeiros e grupos parlamentares. A petição explica que o Instituto Português do Oriente (IPOR) pretende vender o espaço onde ainda funciona a Livraria Portuguesa, adquirido à administração portuguesa de Macau por cerca de 900.000 patacas (90.000 euros), apesar da sua excelente localização nas imediações do Largo do Senado. “A venda preconizada e defendida pela Fundação Oriente permite uma receita de uns cinquenta e tal milhões de patacas (mais de cinco milhões de euros), mas priva a comunidade de língua portuguesa, e não somente os portugueses, de um espaço essencial, único, cuja propriedade ainda é de uma instituição portuguesa e, maioritariamente, do Estado Português”, lê-se na petição. Por outro lado é salientado que o IPOR pretende “entregar, novamente sem concurso, a exploração da Livraria a outro particular, instalando-a, eventualmente, num prédio estreito sem condições nem dignidade e distribuída por quatro andares sem elevador, numa zona menor da cidade, e servindo-se disso para argumentar que não está em causa a continuidade da Livraria Portuguesa”. A petição da Casa de Portugal defende que ao deixar de dispor de “instalações próprias para passar a operar em instalações arrendadas, fica assim sujeita à incerteza das flutuações do mercado imobiliário, nomeadamente ao aumento de rendas e eventual cessão do contrato”. A associação refere ainda que tanto o IPOR como a Fundação Oriente alegam dificuldades de índole financeira para irem deixando de promover actividades em Macau, vazio esse que a Casa de Portugal procura colmatar com iniciativas para “manter a presença da (nossa) cultura, parte indissociável da identidade de Macau que a República Popular da China tem mostrado prezar”. Em declarações à agência Lusa, a presidente da Casa de Portugal, Amélia António, disse que a petição será enviada às autoridades portuguesas “tão depressa quanto possível com um número razoável de assinaturas que representem a comunidade portuguesa interessada na Livraria Portuguesa”.
RelacionadosMoçambique quer atrair indústrias chinesas para produzir e exportar em África
22 de outubro de 2026
Tradições lusófonas reforçam importância do patrimônio imaterial
19 de outubro de 2026
Brasileira Fafá de Belém é destaque do Festival da Lusofonia em Macau
16 de outubro de 2026
Rotas de migração para a Europa estendem-se até Guiné-Bissau, diz agência da ONU
14 de outubro de 2026
Veja também![]() Habitação: Acampada de Lisboa apela à participação na manifestação de sábado
22 de outubro de 2026
O movimento Acampada de Lisboa apelou hoje à participação na manifestação de sábado contra a especulação e pelo direito à habitação, que sairá do Marquês de Pombal pelas 15:00 rumo à praça do Rossio. A manifestação “Não temos casa, montamos ![]() Fábrica da CIMPOR em Portugal entra para o Guinness como a mais antiga cimenteira do mundo
22 de outubro de 2026
A fábrica da CIMPOR – Cimentos de Portugal em Alhandra, no concelho de Vila Franca de Xira, entrou para o Guinness World Records como a fábrica de cimento mais antiga do mundo ainda em atividade, foi hoje anunciado. Em comunicado, a ![]() Palmeiras e Abel Ferreira sofrem, mas apuram-se para a final da Taça Libertadores
22 de outubro de 2026
O Palmeiras qualificou-se pela oitava vez para a final da Taça Libertadores de futebol, a quarta pela mão do treinador português Abel Ferreira, ao impor-se ao Fluminense no desempate por pênaltis, após perder em casa por 1-0. O jogo da |



