Por Eduardo Godinho Pereira De Lisboa para Mundo Lusíada
Comemorou-se este fim-de-semana o Cinquentenário do Santuário do Cristo Rei, localizado em Almada, na margem sul do rio Tejo, em Lisboa. Para assinalar esta efeméride, a imagem de Nossa Senhora de Fátima que se encontra, em geral, em permanência na Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima foi trazida para Lisboa, para integrar as comemorações oficiais, como já tinha acontecido na inauguração a 17 de Maio de 1959. O programa oficial teve início no sábado, 16 de Maio, com a visita da imagem ao Hospital Pediátrico de D. Estefânia (onde esteve internada Jacinta Marto, uma das pastorinhas de Fátima), seguida de procissão em direção à Baixa lisboeta, passando pela Praça do Comércio e terminando, na margem norte, na Doca da Marinha, onde subiu a bordo de uma lancha para ser transportada para Cacilhas (Almada). Após o desembarque, a procissão continuou até à Igreja Paroquial de Almada, onde a imagem pernoitou. No domingo, a imagem foi levada em procissão até ao Santuário, onde as celebrações foram presididas por D. José Saraiva Martins, enviado especial do Papa Bento XVI e principal advogado para a causa da beatificação dos pastorinhos de Fátima, e contaram com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e do Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. O monumento foi construído como forma de agradecimento a Nossa Senhora de Fátima por Portugal ter sido poupado a tomar parte ativa na II Grande Guerra. A inspiração para o tipo de projeto que assinalaria esse agradecimento surgiu após uma deslocação ao Brasil do Cardeal Cerejeira, no decurso da qual visitou o Cristo Redentor no Corcovado e, posteriormente, foram angariados fundos para a sua construção, embora não os suficientes para igualar os 38 metros do Redentor. A estátua portuguesa, de 28 metros de altura, foi projetada pelo escultor Francisco Franco de Sousa, não tem pés, assenta numa base em betão armado de 4 hastes implantadas 14 metros dentro do solo e eleva-se 113 metros acima das águas do Tejo. À data da construção, a utilização de betão armado ainda tinha um carácter de inovação e garantia maior resistência a sismos e ventos de grande intensidade.
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