Três associações de desenvolvimento territorial estão a desenvolver o Centro de Empreendedorismo de Impacto (CEI) “Nordeste In” que vai abranger 13 concelhos para promover a inovação social e o apoio a novos empreendedores, foi anunciado nesta quinta-feira.
As associações envolvidas no desenvolvimento do novo CEI são a Douro Superior, CoraNe (Terra Fria Transmontana) e a Desteque (Terra Quente Transmontana), todas com sede no distrito de Bragança.
Em declarações à agência Lusa, Filipa Patrício, da Douro Superior, disse que o projeto pretende atuar nos nove concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Terras de Trás-os-Montes e mais quatro da CIM Douro e visa promover inovação social e apoio a projetos de empreendedorismo de impacto, nas fases de conceção, de aceleração e de incubação.
“Este novo CEI vai disponibilizar espaços físicos e virtuais de trabalho, a incubação e a aceleração de projetos, capacitação, mentoria, apoio técnico, e ‘networking’. Aqui não haverá apoios monetários, mas sim apoios à criação, mentoria e desenvolvimento de projetos de Inovação e Desenvolvimento (I&D) vocacionados para estes territórios transmontanos e durienses”, vincou a técnica.
O projeto mobiliza capacidades e recursos de organizações dos setores público, privado, do ensino e sistema de I&D, e da economia social, em múltiplos domínios como serviços sociais, serviços às empresas, serviços de cultura, de património, de juventude, entre outros.
“Este projeto inclui a identificação de lideranças inspiradoras, de produtos e recursos, e de competências, sempre numa dinâmica de trabalho com as comunidades locais”, indicam as entidades promotoras.
Segundo a mesma fonte, a iniciativa tem um espetro largo de ação, acolhendo projetos que visem responder a diversos problemas sociais que obstaculizam o desenvolvimento do território, tendo a sustentabilidade como foco orientador na criação de novas empresas e a consequente criação de postos de trabalho.
“Parte da premissa de que o desenvolvimento sustentável assenta em três pilares fundamentais: a economia, os recursos naturais e o social, e prioriza a inovação social estreitamente ligada à economia e aos recursos e potencialidades locais, estabelecendo uma cadeia de desenvolvimento e inovação assente em três elos: o elo social e economia, o elo conhecimento e social, o elo emprego e conhecimento integrado e investigação”, explicou Filipa Patrício
Os principais objetivos passam por preparar as comunidades e pessoas através da inovação social, fomentar o empreendedorismo de impacto, dinamizar soluções criativas e sustentáveis para problemas reais e valorizar talentos locais e redes de cooperação intermunicipal.
Os principais destinatários deste CEI são os jovens estudantes que frequentem a escolaridade obrigatória, estudantes do Ensino Superior, nomeadamente do Instituto Politécnico de Bragança, jovens inseridos em estruturas associativas juvenis e coletividades de cultura recreio e desporto, investigadores no ensino superior e em centros de cooperação universidade/empresa, dirigentes, líderes e animadores locais ou adultos em idade ativa com baixas qualificações.
Ao projeto foram apresentadas 45 candidaturas que vão ser analisadas por um júri especializado, sendo que só 30 são elegíveis.




