PR: António José Seguro entrou no Palácio de Belém de mãos dadas com a mulher e os filhos

Foto ANDRE KOSTERS/LUSA

António José Seguro entrou às 13:35 no Palácio de Belém, a primeira vez como Presidente da República, acompanhado da mulher e dos dois filhos, todos de mãos dadas, e subiu a pé a rampa que dá acesso ao edifício.

Dez anos antes, Marcelo rebelo de Sousa tinha entrado sozinho na residência oficial.

Estava previsto que Seguro chegasse ao Palácio pelas 13:25, mas o horário previsto foi atrasando depois de os cumprimentos após a tomada de posse na Assembleia da República se terem prolongado.

Depois de subir a rampa de acesso, acompanhado pela mulher e filhos, o novo chefe de Estado entrou no Palácio de Belém, dirigindo-se à Sala das Bicas, onde recebeu a insígnia dos Presidentes da República, a Banda das Três Ordens, das mãos da secretária-geral da Presidência da República, Ana Cristina Baptista.

Algumas dezenas de funcionários aguardavam o novo Presidente ao cima da rampa, e aplaudiram António José Seguro quando chegou.

Assistiram a esta curta cerimónia o Rei de Espanha, os presidentes de Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Timor e Moçambique, além do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e a mulher, do Presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, do antigo chefe de Estado Aníbal Cavaco Silva, e a mulher, Maria Cavaco Silva, e do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O anterior Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou a pé ao Palácio de Belém e entrou pelo Pátio das Damas, do lado da Calçada da Ajuda.

Após esta curta cerimónia, o novo Presidente da República e os convidados seguiram para um almoço privado. A ementa é composta por sopa de peixe, cabrito à portuguesa e, para a sobremesa, sericaia. O vinho é Serra P, produzido pela Amarcor, empresa criada por Seguro.

Segundo uma nota que o próprio divulgou no dia 25 de fevereiro, as participações sociais que detinha nas sociedades Amarcor, Lda, e Mimos da Beira, foram doadas aos filhos.

Após a cerimónia de posse na Assembleia da República, e antes de chegar ao Palácio de Belém, o Presidente da República passou pelo Mosteiro dos Jerónimos, pelas 13:00, onde depositou uma coroa de flores junto ao túmulo de Luís Vaz de Camões e fez um minuto de silêncio.

António José Seguro visitou depois a igreja e os claustros do mosteiro e assinou o livro de honra.

O curto percurso entre o mosteiro e o Palácio foi feito a ritmo lento, com uma escolta de cavalaria da GNR de mais de 100 cavalos. António José Seguro seguiu dentro da viatura oficial, com as janelas abertas, e foi acenando aos cidadãos que assistiam ao momento atrás das baias de segurança.

À chegada junto ao Palácio de Belém, foi tocado novamente o hino nacional e António José Seguro recebeu honras de Estado pelo Esquadrão Presidencial.

No final, foi cumprimentar algumas das pessoas que estavam na rua em frente ao palácio a assistir.

A Banda das Três Ordens que o Presidente recebeu hoje reúne numa só insígnia as Grã-Cruzes das Antigas Ordens Militares de Cristo, de Avis e de Sant´Iago da Espada, e só é concedida ao Presidente da República e apenas usada por ele nessa qualidade.

António José Seguro assumiu a Banda, uma condecoração privativa, ao dar entrada no Palácio de Belém, tornando-se o Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas.

As insígnias da Banda das Três Ordens são constituídas pela banda, placa, distintivo, miniatura e roseta, sendo que a banda é de seda com as cores das Ordens de Cristo, Avis e Sant´Iago da Espada, com as cores vermelho, verde e violeta.

Terá origem, segundo a página oficial na internet das Ordens Honoríficas, no fato de o papa Júlio III ter concedido à coroa portuguesa, em 1551, o Grão-Mestre das três Ordens Monástico-Militares. Em 1789 foi criada a Banda das Três Ordens por D. Maria e depois extinta em 1910 e restabelecida em 1918.

Parlamento

Uma longa fila de convidados para a tomada de posse do novo Presidente da República ocupou corredores no parlamento, à espera para cumprimentarem António José Seguro, já felicitado pelo Rei de Espanha, pelo primeiro-ministro e por líderes partidários.

O novo Chefe de Estado esteve no Salão Nobre da Assembleia da República durante uma hora e um quarto, das 11:15 até depois das 12:30, a receber cumprimentos durante uma hora e um quarto dos convidados internacionais e nacionais, entre os quais representantes de tribunais, deputados, membros do Governo, líderes partidários e outras figuras políticas.

Cerca das 12:00, enquanto os líderes dos grupos parlamentares e partidários reagiam ao discurso do novo chefe de Estado, Seguro continuava a cumprimentar os convidados, com a fila de convidados a preencher de forma compacta um dos corredores que circundam o hemiciclo.

Ao lado do Presidente da Assembleia da República, Seguro começou por receber os cumprimentos formais da sua família direta, mulher, filha e filho.

Seguiram-se o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o presidente do Tribunal Constitucional, José João Abrantes, e convidados internacionais, entre os quais o Chefe de Estado de Espanha, Filipe VI, e de países lusófonos, como o Presidente da República de Angola, João Lourenço, e o de Moçambique, Daniel Chapo.

Nos primeiros cumprimentos esteve também o antigo Presidente da República e antigo primeiro-ministro do PSD, Aníbal Cavaco Silva, com quem Seguro conversou durante alguns segundos.

Também se dirigiram ao Salão Nobre o antigo presidente da Assembleia da República João Mota Amaral, Manuela Ramalho Eanes, mulher do antigo Presidente António Ramalho Eanes, a presidente do Tribunal de Contas, Filipa Urbano Calvão, e o procurador-geral da República, Amadeu Guerra.

O mesmo fizeram os presidentes dos governos regionais dos Açores e Madeira, José Manuel Bolieiro e Miguel Albuquerque, respetivamente, o presidente do PS, Carlos César, a comissária europeia portuguesa, Maria Luís Albuquerque, e a vice-presidente do PSD Leonor Beleza.

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, foi um dos que esteve com Seguro nos primeiros cumprimentos. Deu um abraço ao novo Chefe de Estado e seguiram-se alguns segundos de conversa.

Pouco depois, foi a vez do ex-secretário-geral do PS e conselheiro de Estado Pedro Nuno Santos, que também conversou com Seguro durante breves segundos, antes de se despedir com um abraço.

Entre representantes dos grupos parlamentes e líderes partidários, marcaram presença, entre outros, os líderes das bancadas do PSD, Hugo Soares, do PS, Eurico Brilhante Dias, do Chega, Pedro Pinto, do CDS, Paulo Núncio, e do PCP, Paula Santos.

Também o fizeram a deputada única do PAN Inês Sousa Real, o coordenador do BE, José Manuel Pureza, e o deputado único bloquista Fabian Figueiredo, bem como o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, o ex-candidato Presidencial nas últimas eleições António Filipe, e o porta-voz do Livre, Rui Tavares.

Também estiveram presentes neste momento apoiantes de Seguro à Presidência, entre os quais Álvaro Beleza e o mandatário para a juventude Renato Daniel.

O Presidente ainda recebeu hoje várias dezenas de pessoas nos jardins do Palácio de Belém, algumas horas depois de ter tomado posse, mas manteve-se sempre a vários metros de distância da comunicação social.

Os jardins do Palácio de Belém abriram à população cerca das 15:30, depois de os chefes de Estado estrangeiros e restantes convidados nacionais que almoçaram com o novo Presidente da República terem deixado o Palácio de Belém.

Um dos últimos a sair foi o anterior inquilino do palácio Marcelo Rebelo de Sousa, que se despediu de António José Seguro no pátio principal com um longo abraço antes de entrar no carro, depois de ter chegado a Belém a pé.

Os primeiros a entrar no Palácio de Belém foram jovens de escolas de Penamacor, a terra natal do chefe de Estado.

O primeiro-ministro desejou hoje ao novo Presidente da República “o maior sucesso” no seu mandato e manifestou-se certo de que haverá cooperação institucional e política leal, contribuindo para uma conjuntura de estabilidade, prosperidade e justiça social.

“Desejo ao Presidente António José Seguro o maior sucesso no mandato que hoje iniciou. Estou certo que vamos cumprir uma cooperação institucional e política leal e produtiva, garantindo estabilidade, prosperidade e justiça social”, escreveu o primeiro-ministro. Na sua mensagem, Luís Montenegro salienta ainda um princípio: “Sempre com Portugal e com os portugueses acima de tudo”.

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