Portugal solidário com a Colômbia após sismo

Equipes de resgate atuam em um prédio que desabou em Cali, Colômbia. Foto Valentina Escobar Salazar / ONU

Pelo menos 132 pessoas morreram e mais de 570 ficaram feridas após o sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira, segundo um balanço parcial da Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales).

De acordo com o balanço, o maior número de vítimas mortais, 60, foi registado em Pereira, capital do departamento de Risaralda, que faz fronteira com San José del Palmar (Chocó), epicentro do sismo, ocorrido às 07:34 (13:34 em Lisboa).

 O Presidente da República de Portugal, António José Seguro, lamentou na segunda-feira as mortes na sequência do sismo e manifestou a sua solidariedade com o povo colombiano. “O Presidente António José Seguro lamenta profundamente as vítimas mortais resultantes do sismo registado hoje na Colômbia”, pode ler-se numa nota oficial da Presidência da República.

Em seu nome e do povo português, António José Seguro “manifesta a sua solidariedade com o povo colombiano, apresentando sentidas condolências às famílias das vítimas e formulando votos de rápida recuperação a todos os feridos”. 

O presidente da Câmara de Pereira, Mauricio Salazar, decretou na segunda-feira o recolher obrigatório para evitar pilhagens após o sismo.

“A partir das 18:00 de hoje [segunda-feira; 00:00 de hoje em Lisboa], decretamos recolher obrigatório até às 05:00 da manhã para proteger o comércio da cidade. O recolher obrigatório estará em vigor no centro de Pereira, no bairro universitário e no subdistrito de Cuba”, disse Salazar.

“Alguns hospitais ruíram devido à procura, temos 18 edifícios que foram reportados como completamente destruídos e 60 edifícios que foram parcialmente afetados”, acrescentou o autarca de Pereira, cidade com cerca de 490 mil habitantes.

O anterior balanço, divulgado horas antes pelo Presidente da Colômbia, registava 111 mortes, na sequência do sismo que causou grande destruição em pelo menos cinco departamentos do país.

“Pelas 12:30 [18:30 em Lisboa] tínhamos 111 mortos, 87 feridos, 1.575 casas atingidas, 37 completamente destruídas, 61 edifícios em ruínas, 18 centros de saúde e 52 centros educativos danificados”, disse Abelardo de la Espriella, em Bogotá, na primeira declaração pública depois do sismo.

O chefe de Estado visitou na segunda-feira Quibdó, capital do departamento de Chocó e epicentro do sismo.

“Chocó ocupa um lugar especial no meu coração porque tem sido um departamento negligenciado. E eu, como advogado, tenho um forte sentido de justiça, e tem sido cometida uma injustiça contra Chocó há muitos anos, e é tempo de essa injustiça acabar”, disse De la Espriella, acompanhado pela governadora do departamento, Nubia Carolina Córdoba-Curi.

Durante a visita, o Presidente prometeu realizar na região uma reunião com todo o Governo, para avaliar as necessidades dos municípios afetados e garantiu que os recursos necessários já estão disponíveis para fazer face à emergência.

Após a declaração, De la Espriella anunciou que iria viajar para Cali, capital do departamento de Valle del Cauca e uma das cidades mais afetadas pelo sismo.

O epicentro situou-se em San José del Palmar, a cerca de 400 quilómetros a oeste de Bogotá, indicaram o Serviço Geológico dos Estados Unidos e o Serviço Geológico Colombiano, o instituto sismológico da Colômbia.

O ministério dos Negócios Estrangeiros manifestou total solidariedade com a Colômbia, após o sismo adiantando que, até ao momento, não há registo de vítimas entre a comunidade portuguesa ou luso-colombiana.

“A informação que recebemos da Embaixada na Colômbia é de que os portugueses estão bem. No entanto, continuaremos a acompanhar de perto a situação em articulação com os serviços consulares, aguardando por atualizações”, referiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) em resposta a questões colocadas pela agência Lusa.

Segundo a diplomacia portuguesa, a maioria dos dois mil portugueses no país habita na capital colombiana, Bogotá.

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