Da Redação com Agências
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Em reunião entre parlamentares da União Européia (UE) e representantes da indústria paulista dia 8 na sede da Fiesp, o presidente da Comissão de Comércio Internacional do bloco, Vital Moreira, disse que a Europa tem necessidade de concretizar um acordo de livre comércio com o Brasil e o Mercosul. Segundo ele, a UE está disposta a facilitar politicamente as negociações, em vista da possibilidade de conquistar a cooperação dos países do bloco do Cone Sul. Durante a reunião, Vital esclareceu que as negociações com o Brasil têm tripla importância. A primeira, como parceiro em acordo bilateral direto. Depois, como agente essencial na relação entre Mercosul e UE. Por fim, destacou que o ativismo brasileiro no âmbito comercial global transforma o País em aliado indispensável à Rodada Doha. Não é possível ao Brasil, ou a qualquer país emergente ou pobre, avançar em negociações internacionais sem que as nações desenvolvidas se disponham a abrir seus mercados, considerou o ex-embaixador e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, Rubens Barbosa. Nesse sentido, disse que espera do Parlamento europeu uma posição mais construtiva do que a demonstrada pelo Congresso norte-americano, que têm se mostrado muito inflexíveis. Esta falta de reciprocidade representa “o maior empecilho a acordos internacionais” e faz voltar a “perspectiva do protecionismo”. No mesmo tom, o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Roberto Giannetti, lamentou o fato de os países não respeitarem as deliberações da OMC. Para o diretor, o órgão, cujo papel é regular o mercado internacional, passa por uma crise de autoridade, o que prejudica os acordos entre as nações. "Ora, se for para não respeitar as decisões, é melhor nem existir OMC", reclamou. Segundo Giannetti, a falta de legitimidade da Organização acarreta em "distorções" comerciais, como é o caso do câmbio chinês, que traz complicações à competitividade de países que possuem produtos concorrentes. "A disparidade do câmbio da China chega a 40% de distorção. Quadros como esse inviabilizam a maior parte dos bons acordos internacionais", enfatizou.
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