Organização lusófona pede a Seguro que juventude seja prioridade durante o seu mandato

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A organização juvenil Conexão Lusófona pediu ao Presidente da República, António José Seguro, que a juventude seja uma prioridade durante o seu mandato, endereçando-lhe 10 tópicos de preocupação numa carta divulgada na última semana.

“A carta da juventude lusófona que aqui lhe endereçamos define 10 prioridades para o seu mandato de cinco anos e resulta de um longo percurso de trabalho, participação e reflexão, traduzindo-se em preocupações e reivindicações claras que submetemos agora à sua consideração”, indicou a organização, no documento.

A entidade referiu também que a carta dirigida a António José Seguro apela a que a juventude seja reconhecida como uma parceira efetiva na definição das prioridades nacionais e internacionais da República Portuguesa e na promoção de políticas públicas que protejam quem vive, estuda e trabalha em Portugal. 

Entre as várias reivindicações, pede-se ao chefe de Estado que reforce “o reconhecimento do papel social, político e institucional da juventude da lusofonia”, em Portugal e no mundo, e que facilite e incentive “a participação cívica e política da juventude portuguesa e lusodescendente residente no estrangeiro”.

Por outro lado, a organização pede que seja assegurada a promoção e transmissão da língua portuguesa “nas novas gerações”, nomeadamente através de esforços diplomáticos.

“No mundo, considerando ser uma das línguas mais faladas do planeta, a língua portuguesa deve ser promovida como idioma institucional dos principais fóruns de diplomacia multilateral e o seu ensino aprofundado deve ser assegurado”, apelou.

Foi também pedida a valorização e o apoio da arte e cultura, consideradas pela organização um “veículo de integração e contacto entre jovens de diferentes comunidades” na lusofonia.

O grupo pediu também que seja priorizado o combate à crise climática e que se adote uma posição clara e forte no panorama internacional.

Entre as medidas mencionadas no documento, foi ainda pedida a defesa e a promoção internacional dos princípios “previstos na Carta das Nações Unidas”.

“A juventude lusófona está preocupada com o clima de tensão internacional promovido pelo belicismo e pela erosão democrática que têm vindo a sedimentar-se na última década”, contextualizou.

Assim, a Conexão Lusófona considera que a “República Portuguesa e a sua Presidência podem ser motores de toda a lusofonia num caminho de defesa concertada dos princípios da paz, dignidade e direitos humanos estabelecidos nos últimos 80 anos pela Organização das Nações Unidas”, conclui-se.

Criada em 2009, a Conexão Lusófona reivindica reunir atualmente “mais de dez mil jovens associados individuais de todas as nacionalidades do Mundo Lusófono e residentes em todos os continentes, ligados pela Língua Portuguesa, por uma História e Cultura partilhadas e por uma pluralidade e diversidade que são, ao mesmo tempo, património vivo e responsabilidade comum”.

A juventude foi um dos temas que marcou a campanha eleitoral do Presidente eleito.

No dia da sua tomada de posse, a 09 de março, anunciou querer uma “coligação” com os jovens portugueses e prometeu criar, através da Casa Civil, um procedimento que permita recolher os seus contributos. 

“Nós organizaremos, com a minha Casa Civil, um procedimento, um processo, de modo que as intervenções, as propostas alargadas (…) Temos que encontrar a forma – hoje com as novas tecnologias, isso é muito possível – de recolher o contributo de pessoas que não foram convidadas ou que não puderam estar aqui e que também têm ideias e têm opiniões”, defendeu.

O recém-empossado Presidente da República detalhou que pretende ouvir os problemas da juventude, bem como as suas propostas e a sua visão para o país.

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