A economia portuguesa tem registrado crescimento nos últimos tempos, apesar dos efeitos da pandemia e da crise que acarretou. De acordo com a Heritage, o nível de liberdade econômica do país encontra-se em 67,5 pontos, um crescimento de meio ponto em relação ao ano anterior.
Desde 1995, ano em que este índice foi introduzido, que a economia portuguesa goza de um estatuto de “moderadamente livre”. De acordo com os especialistas, são dois os fatores a pesar contra um maior desenvolvimento da economia do país: em primeiro lugar, o excesso de despesa pública, e em segundo, o facto de, aparentemente, o governo português não ver como prioritária uma reforma do mercado de trabalho.
O Impacto da Pandemia
Portugal, que durante algum tempo encabeçou a lista dos lugares de maior perigo em termos de contágio por coronavírus, tem incorrido em grandes esforços de contenção da pandemia. Recentemente, o governo do país viu-se novamente obrigado a reforçar as medidas de combate à propagação do vírus, com a adoção de medidas como o regresso da obrigatoriedade do uso de máscara em locais fechados e a necessidade de certificado digital de vacinação para entrada em estabelecimentos de restauração, bem como em vários outros eventos.
Desta forma, a COVID-19 voltou a representar um problema grave para as empresas de vários setores, como restaurantes, cafés, locais de entretenimento e casinos. Felizmente, muitas outras empresas, especialmente as que operam online, como o Frank Casino estão a laborar sem problemas, o que vem confirmar a tendência de que as empresas portuguesas que estão a conseguir aproveitar as tecnologias da internet continuam a ter sucesso.
Motivos pelos quais a Economia Portuguesa Não se Retraiu de Forma Significativa
Para compreendermos os motivos pelos quais a economia portuguesa se mostrou mais resiliente que o antecipado, é necessário olhar para trás. Após o retorno da democracia, em 1976, Portugal tornou-se membro da União Europeia, em 1986. A partir daí, foram vários os fatores que contribuíram para a contínua prosperidade econômica do país:
- Estado de Direito. O sistema judicial português funciona de forma bastante eficaz, também a garantir a proteção de direitos e interesses patrimoniais. No entanto, está longe de ser perfeito, ao que se junta o envolvimento de alguns políticos em escândalos de corrupção.
- Liberdade econômica. Apesar de, a nível global, este tipo de liberdade tenha vindo a diminuir, o ambiente empresarial português continua a ser um dos mais atrativos da Europa. Não obstante, o fracasso das reformas do mercado de trabalho trouxe consigo a necessidade de atribuição de subsídios governamentais que todos os anos representam 0,4% do PIB.
- Mercados. Como membro da União Europeia, Portugal negocia livremente com 45 outros países. O país oferece uma vasta gama de serviços do setor financeiro, onde os bancos assumem lugar de destaque, e também o mercado de capitais continua a apresentar boas taxas de crescimento.
Apesar de António Costa, que assumiu o cargo de primeiro-ministro em 2015, ter suspendido muitas das reformas dos seus antecessores, os serviços financeiros, as telecomunicações e o turismo, apesar do duro impacto da pandemia, continuam a ser os principais setores econômicos do país.
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