MNE: Rangel diz que Cultura é fundamental para promoção da paz e segurança

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, intervém no debate "Desafios da Europa", na conferência "Europa, que futuro?", da Rádio Televisão Portuguesa (RTP), iniciativa inserida no ciclo "Conferências da Sociedade Civil RTP 2", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, 09 de maio de 2024. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Da Redação com Lusa

 

Nesta sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sublinhou, em Braga, o papel fundamental da cultura para a promoção da paz, segurança, bem-estar, desenvolvimento e qualidade de vida.

Falando no encerramento da 16.ª conferência anual das cidades criativas da UNESCO, Rangel disse ainda que “conhecer o outro é essencial para prevenir ou sanar conflitos”.

“A cultura, em todas as suas dimensões, é muito, muito importante”, destacou.

A 16.ª conferência das cidades criativas da UNESCO, que decorreu em Braga, ficou marcada pela aprovação de um manifesto que pede a promoção da Cultura a Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O objetivo é “fazer lóbi” junto das Nações Unidas para que, na agenda pós-2030, a Cultura passe a ser um ODS autônomo, ganhando assim mais força política.

Para Paulo Rangel, a capacidade de inovar, tanto cultural como socialmente, será a chave para o sucesso das cidades.

“As cidades são unidades políticas que, em muitos casos, competem já também com os Estados e, portanto, é preciso pensar a política de cidades e nomeadamente esta que é a política da inovação científica e cultural”, frisou.

A rede das cidades criativas da UNESCO reúne cerca de 350 cidades de mais de 100 países.

A 16.ª conferência anual colocou a juventude no centro da discussão, para inspirar os participantes a desenvolverem e a partilharem estratégias e políticas urbanas abrangentes que defendam uma maior representação e envolvimento de jovens artistas e profissionais na cultura.

Portugal tem nove cidades criativas reconhecidas pela UNESCO: Amarante, Idanha-a-Nova e Leiria, na área da música; Barcelos e Caldas da Rainha, no artesanato e artes populares; Braga, nas artes digitais; Covilhã, no design; a vila de Óbidos, como cidade criativa da literatura; e Santa Maria da Feira, da gastronomia.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja também