O combate aos quatro incêndios em Bragança, Vila Real, Viana do Castelo e no Porto, que mobilizavam às 08:00 de hoje mais de 750 operacionais, vão ser reforçados com meios aéreos, segundo a proteção civil.
De acordo com Alberto Fernandes da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os quatro fogos estão localizados em zonas de difícil acesso terrestre, pelo que vão ser reforçados, assim que for possível, com meios aéreos.
Nos quatro incêndios, segundo a proteção civil, não há populações em risco, nem vitimas a registar.
“Neste momento temos quatro incêndios que merecem mais alguma atenção. O de Torre de Moncorvo, que teve uma reativação às 19:14 de domingo é o que neste momento envolve mais meios: 334 operacionais”, disse.
O incêndio que começou às 18:58 de sábado na freguesia de Cabeça Boa, no concelho de Torre de Moncorvo, Bragança, mobilizava 334 operacionais com o apoio de 114 veículos, e alastrou ao concelho vizinho de Carrazeda de Ansiães.
“Outro fogo que está a preocupar é de Ardãos, no concelho de Boticas, no distrito de Vila Real, mobilizando 224 operacionais, com o apoio de 88 meios”, indicou à Lusa Alberto Fernandes.
Também o incêndio que deflagrou às 14:26 de domingo na Senhora da Rocha, Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, estava às 08:00 por dominar, mobilizando 138 operacionais, com o auxílio de 45 meios terrestres.
“Ativo está ainda o incêndio que começou às 14:08 de domingo em Vila Boa de Quires e Maureles, no concelho de Marco de Canaveses, no distrito do Porto, que está a ser combatido por 58 operacionais, com o apoio de 18 veículos.
Quanto ao fogo que lavrava desde cerca das 15:15 de domingo no concelho de Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro, e que chegou a mobilizar 124 operacionais e 39 veículos, entrou em resolução durante a madrugada.
O incêndio que começou no domingo em Ponte de Lima tem hoje três frentes ativas e passou para o concelho de Viana do Castelo, estando a ser combatido por 171 operacionais, 49 viaturas e cinco meios aéreos.
Em declarações à Lusa, o comandante dos Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo, Ricardo Fernandes, indicou que os trabalhos “decorrem agora de forma favorável”, apesar das “condições meteorológicas exigentes” e dos “acessos limitados e com algum declive”.
O responsável informou que não existem casas em perigo e que as chamas atingem “só perímetro florestal”.
Interior Norte
Quase todo o interior Norte e Centro do país está hoje em perigo máximo de incêndio, num dia em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê aguaceiros, trovoada e uma pequena subida da temperatura.
Em perigo muito elevado o IPMA colocou cerca de uma centena de concelhos nos distritos de Bragança, Vila Real, Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Castelo Branco, Portalegre, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
O IPMA colocou ainda em perigo elevado mais de 30 concelhos nos distritos de Faro, Beja, Setúbal, Lisboa, Leiria, Aveiro e Braga.
O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
Para hoje o IPMA prevê um dia com possibilidade de aguaceiros, trovoada e queda de granizo ocasional, além de uma pequena subida da temperatura, num dia em que todo o território de Portugal continental está sob aviso amarelo (o menos grave) por causa do calor.
Coimbra será a cidade mais quente, com 40 graus, Lisboa vai chegar aos 37 e o Porto aos 32.
As temperaturas mínimas vão variar entre os 17 graus (Leiria) e os 27 graus (Portalegre).




