"O presidente [Rafael Correa] tem cedido muito, mas definitivamente [a Odebrecht] não pode estar no país. Analisamos tudo e acreditamos que não é possível continuar com ela".
Da Redação Portugal Digital
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A construtora brasileira Odebrecht vai ter que deixar o Equador. O governo equatoriano rejeitou o acordo com a empreiteira e decidiu expulsá-la do país, informa a BBC Brasil. "O presidente [Rafael Correa] tem cedido muito, mas definitivamente [a Odebrecht] não pode estar no país. Analisamos tudo e acreditamos que não é possível continuar com ela", afirmou, na quarta-feira, 8 de outubro, o ministro de Setores Estratégicos, Galo Borja, logo depois de uma reunião com o presidente Rafael Correa. De acordo com Borja, o governo também considerou outras falhas que a empresa teria cometido em projetos que ainda estão em andamento. O governo equatoriano reclama que a Odebrecht teria recebido verba antecipada para a obra da usina hidrelétrica Teoachi-Pilaton e até agora não fez nada. Com a decisão, todos os contratos da construtora, que totalizam US$ 650 milhões, estão encerrados. Procurada pela BBC Brasil, a assessoria de imprensa da empreiteira afirmou que a empresa não foi comunicada oficialmente, mas que "está disposta a acatar qualquer decisão do governo equatoriano". Na semana passada, a construtora havia oferecido uma garantia de US$ 43 milhões que poderia ser transferida para o Estado para o pagamento de uma eventual multa, caso uma auditoria internacional responsabilizasse a construtora pelas falhas encontradas na usina hidrelétrica San Francisco. A empresa também havia oferecido estender a garantia das obras por mais um ano e arcar com os custos de reparação das falhas da usina. O impasse entre o governo equatoriano e a construtora começou no dia 23 de setembro, quando Correa assinou um decreto ordenando o embargo dos bens da Odebrecht, a militarização de todas as obras em andamento e proibição de que funcionários da empresa deixassem o país. Com uma potência prevista de 230 megawatts e com capacidade para abastecer 12% da energia do país, a central San Francisco foi construída pelo Consórcio Odebrecht – Alstom – Vatech (empresas européias) e inaugurada em junho de 2007. A partir de junho de 2008, a San Francisco começou a apresentar falhas e logo depois foi fechada, o que, de acordo com o governo equatoriano, coloca em risco o abastecimento do país e poderia ocasionar apagões de energia.
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