O cabeça de lista do PS às eleições antecipadas na Madeira, Paulo Cafôfo, disse neste domingo esperar “um encontro com a história” em 23 de março, realçando que é necessário “pôr um ponto final” na governação do PSD.
“Nós de hoje a 15 dias teremos, espero, um encontro com a história e com a mudança política da nossa região. É preciso dizer que, depois de 50 anos, temos de pôr um ponto final numa governação do PSD que não tem resolvido os principais problemas da Madeira”, afirmou.
O candidato referiu que a Madeira tem baixos salários, um custo de vida elevado, dificuldades no acesso à saúde e à habitação, e defendeu que o PS, o maior partido da oposição, “é a esperança dos madeirenses numa sucessão governativa” que garanta estabilidade.
“E os madeirenses terão esta escolha: ou querem continuar na instabilidade e no caos, e essa instabilidade e o caos será com o PSD e com Miguel Albuquerque, ou querem que a Madeira tenha outro presidente e a escolha será entre mim e o ainda atual presidente”, resumiu.
Questionado sobre o motivo de estar tão confiante e o que mudou desde as últimas eleições regionais, em maio do ano passado, Paulo Cafôfo – que já se candidatou por mais do que uma vez – disse que “as pessoas já se aperceberam de que com esta solução à direita, com Miguel Albuquerque”, o arquipélago vai “continuar no caos e com instabilidade”.
PSD
A candidatura do PSD às eleições regionais antecipadas na Madeira prometeu hoje alargar os apoios aos idosos através do aumento no número de camas nos lares, com o reforço ao apoio domiciliário e alargando a rede de cuidados continuados.
A candidata Rubina Leal, que ocupa o terceiro lugar na lista social-democrata, assegurou que os eleitos do seu partido vão “continuar as suas políticas públicas no âmbito do envelhecimento”, sublinhando que o PSD tem assumido como prioridade dar as “respostas mais adequadas” a esta população.
“Aquilo que nós vamos fazer é dar continuidade a um conjunto de medidas que têm sido feitas, nomeadamente aumentar, alargar e reforçar o apoio domiciliário, aumentar o número de camas nos lares – aquilo que temos para 2026 são mais mil camas nos lares -, mas também aumentar a rede de cuidados continuados, que temos previsto alargar em 400 camas”, adiantou a candidata, sem a presença dolíder Miguel Albuquerque.
Chega
Do partido Chega, Miguel Castro, insistiu hoje na necessidade de “devolver a dignidade à classe política” e criticou a atitude passiva da oposição regional.
“Não podemos acreditar em oposições que têm estado anos e anos a fio a fazer oposição a quem tem estado a governar, mas que nunca conseguiram efetivamente fazer aquilo que o Chega fez, que foi apresentar uma moção de censura que derrubou o Governo”, disse, vincando que “foram todos atrás” do seu partido.
“O momento é agora, porque nós continuamos no nosso trabalho, um trabalho de acreditação também da classe política, uma classe política que devido às ações de muitos políticos tem sido cada vez mais desacreditada na opinião pública, perante os eleitores, perante os cidadãos”, explicou, para logo reforçar: “Nós queremos devolver a dignidade à classe política através de pessoas sérias.
O cabeça de lista do Chega realçou que a política precisa de pessoas que não estejam “manchadas por atos de alegada corrupção”.
PAN
A cabeça de lista do PAN às regionais antecipadas da Madeira, Mónica Freitas, defendeu hoje melhorias nos transportes públicos, com “mais rotatividade e carga horária”, sobretudo em concelhos como a Ribeira Brava, “que tem muitas zonas altas”.
“Apesar de terem sido adquiridos novos veículos, a verdade é que é preciso também aumentar as carreiras e ir ao encontro daquelas que são as necessidades da população, sobretudo em zonas como a Ribeira Brava, que tem muitas zonas altas, nomeadamente ao nível do Campanário”, afirmou a porta-voz do PAN/Madeira.
CDS
A candidatura do CDS-PP às eleições antecipadas na Madeira, encabeçada por José Manuel Rodrigues, defendeu hoje o fim da figura da moção de censura sem que haja uma proposta alternativa de governo.
O CDS-PP, partido que tem um acordo de incidência parlamentar com o PSD e já fez parte do governo, pretende, por outro lado, canalizar 100 milhões de euros para construir habitação social, para jovens e para a classe média, frisou José Manuel Rodrigues.
O também presidente da Assembleia Legislativa da Madeira elencou ainda a criação de um cheque cirurgia para reduzir as listas de espera, a transformação de escolas fechadas em lares e assegurar “que o crescimento econômico tem reflexo na vida das pessoas”.
Livre
Do partido Livre, Marta Sofia, disse hoje que muitas pessoas têm medo de integrar partidos da oposição e considerou que isso revela uma “erosão” da democracia na região.
“Infelizmente, começamos a considerar que é normal as pessoas terem medo de dar a cara, porque muitas estão em posições de funcionários públicos e têm medo de pedir aos seus patrões os dias para poder fazer campanha, porque não querem que saibam que estão a fazer campanha por um partido político”, alertou.
“A coragem passa também por podermos, de uma vez por todas, fazer uma transformação na nossa Assembleia, tirar forças antidemocráticas do poder de decisão e da governação”, disse, apelando à população para ter a coragem de mudar o sistema.
Nova Direita
“A Nova Direita, o que faz de diferente, talvez, é realmente não se comprometer com promessas que podem no futuro ser, se formos eleitos, promessas vãs, mas sim prometer que vamos estar do lado do povo como um partido que realmente é um partido que se considera familiar e virado para os reais problemas da população”, afirmou à Lusa o candidato do partido José Franco, que ocupa o 18.º lugar da lista apresentada às eleições legislativas antecipadas da Madeira.
As legislativas da Madeira, as terceiras em cerca de um ano e meio, decorrem com 14 candidaturas a disputar os 47 lugares no parlamento regional, num círculo único: CDU (PCP/PEV), PSD, Livre, JPP, Nova Direita, PAN, Força Madeira (PTP/MPT/RIR), PS, IL, PPM, BE, Chega, ADN e CDS-PP.
As eleições antecipadas ocorrem 10 meses após as anteriores, na sequência da aprovação de uma moção de censura apresentada pelo Chega – que a justificou com as investigações judiciais envolvendo membros do Governo Regional, inclusive o presidente, Miguel Albuquerque (PSD) – e da dissolução da Assembleia Legislativa pelo Presidente da República.
O PSD tem 19 eleitos regionais, o PS 11, o JPP nove, o Chega três e o CDS-PP dois. PAN e IL têm um assento cada e há ainda uma deputada independente (ex-Chega).
Após as eleições do ano passado, também antecipadas, o PSD fez um acordo de incidência parlamentar com o CDS-PP, insuficiente, ainda assim, para a maioria absoluta.




