Da RedaçãoCom Lusa
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Antonio Cotrim – 29.jul.08/Lusa Portugal >> António Mexia, presidente da EDP, usa da palavra, durante a conferência de imprensa para apresentação dos resultados semestrais da EDP renováveis, em Lisboa.
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Em 1 de setembro, a EDP anunciou que a sua subsidiária Energias do Brasil vendeu a participação na empresa de telecomunicações Esc90, uma operação que deverá permitir um encaixe financeiro de 39,4 milhões de euros (R$ 94,4 milhões). A EDP estima, contudo, que a operação venha a ter um impacto não recorrente de aproximadamente sete milhões de euros no resultado líquido consolidado da elétrica, cita o comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
A venda da Ecs90 insere-se na estratégia do Grupo EDP de alienação de ativos não estratégicos e concentração no seu “core business”, anunciada pelo presidente-executivo da EDP, António Mexia. A Energias do Brasil, sociedade detida em 64,8% pela EDP, celebrou com a Net Serviços de Comunicação e outras empresas um contrato de compra e venda, relativo à alienação de 100% da Esc 90 Telecomunicações. Esta operação resultará num encaixe financeiro de R$ 94,4 milhões (aproximadamente 39,4 milhões de euros).
A Esc90 opera no segmento de prestação de serviços de TV a cabo e internet em banda larga nas cidades de Vitória e Vila Velha, situadas na área de concessão da Escelsa. A concretização da operação dependerá da aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL.
Energia limpa na EspanhaJá a EDP Renováveis prevê investimentos de três bilhões de euros (R$ 7,32 bilhões) na Espanha nos próximos quatro anos, dos quais cerca de 500 milhões na região da Andaluzia.Rui Teixeira, o presidente da empresa, explicou que os projetos de energias renováveis dependem ainda das autorizações administrativas necessárias, em particular no que toca à instalação de parques eólicos.
No caso específico da Andaluzia, que receberá cerca de um sexto do investimento total, Rui Teixeira saudou os esforços da administração regional no intuito de definir com clareza as regras para a concessão dos direitos de exploração dos parques eólicos.
O CEO da empresa frisou que, neste caso, se garante que quem obtém as autorizações são “operadores fiáveis que vão verdadeiramente avançar com o investimento”. Neste sentido advertiu que a falta de definição precisa das regras pode permitir a entrada de especuladores com o único objetivo de vender licenças de exploração obtidas a preços mais elevados.
Rui Teixeira salientou ainda o importante papel das administrações regionais no processo de instalação dos parques eólicos, recordando que se trata de “ativos escassos” que têm uma grande procura.





