A economia portuguesa cresceu 2,5% no segundo trimestre, em termos homólogos, e 0,8% em cadeia, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o gabinete de estatística, o contributo negativo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB reduziu-se no 2.º trimestre, com um crescimento mais intenso das exportações que mais que compensou a aceleração das importações.
Por outro lado, o contributo positivo da procura interna diminuiu, refletindo sobretudo a desaceleração do investimento.
Já em termos trimestrais, registou-se uma aceleração do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,8%, após ter aumentado 0,1% no trimestre anterior.
“O contributo da procura externa líquida foi decisivo para esta evolução, ao passar de -2,0 p.p. para +0,7 p.p., em resultado da aceleração das Exportações de Bens e Serviços e desaceleração das Importações de Bens e Serviços”, explica o INE.
O contributo da procura interna, por sua vez, reduziu-se devido à diminuição do investimento.
Desemprego
A taxa de desemprego fixou-se em 5,7% em julho, igual ao de junho, mas inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês homólogo do ano passado, segundo dados do INE.
Em julho, “a taxa de desemprego situou-se em 5,7%, valor igual ao de abril e ao de junho de 2026, mas inferior ao de julho de 2025 (0,1 p.p.)”, refere o Instituto.
O instituto estatístico acrescentou que, em julho, a população empregada atingiu 5.347 mil pessoas, um valor 1,6% (82,9 mil pessoas) acima do registado um ano antes, mas menos 0,1% (7,1 mil pessoas) que em junho deste ano.
No mês em análise, a taxa de desemprego das mulheres alcançou os 6,4%, acima dos 4,9% entre os homens, que tiveram o valor mais baixo desde fevereiro de 1998.
Já entre os jovens, a taxa de desemprego foi de 20,1%, contra 4,6% entre os adultos.
A população ativa subiu em julho, em termos homólogos, 1,4%, para 5.667,3 mil pessoas, apesar da redução de 0,2% em cadeia.
Por outro lado, entre a população inativa houve uma descida de 1,3% em termos homólogos e uma subida de 0,7% em cadeia, totalizando 2.419,5 mil pessoas.
Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 9,5%, “valor superior ao do mês anterior (0,2 p.p.), mas inferior ao de três meses antes (0,2 p.p.) e ao do mesmo mês do ano anterior (0,6 p.p.)”.
A taxa de inatividade – que define a relação entre a população inativa em idade ativa e a população em idade ativa – recuou para 29,6% e chegou ao valor mais baixo desde fevereiro de 1998.
Inflação
A taxa de inflação aumentou para 3,3% em agosto, em termos homólogos, contra 3,0% no mês anterior, impulsionada pela subida do preço dos combustíveis.
“Tendo por base a informação já apurada, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá aumentado para 3,3% em agosto de 2026, taxa superior em 0,3 pontos percentuais à observada no mês anterior”, indica o INE.
Segundo o instituto estatístico, “a aceleração do IPC é quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis”.
O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado, em agosto, uma taxa de variação homóloga de 2,7%, superior em 0,1 pontos percentuais à de julho.
No mês em análise, a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 12,2%, depois dos 8,7% em julho, e o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou de 3,7% para 3,4%.
Face ao mês anterior, a variação do IPC terá sido de 0,1% em agosto (-0,5% em julho e -0,2% em agosto de 2025), estimando-se uma variação média nos últimos 12 meses de 2,7% (2,6% no mês anterior).
Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite uma melhor comparação com outros países, terá registado uma variação homóloga de 3,6%, superior aos 3,1% de julho.
Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de agosto serão publicados pelo INE em 10 de setembro.



