A economia portuguesa cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e registou uma variação nula em relação ao último trimestre de 2025, confirmou hoje o INE.
Segundo o gabinete de estatísticas, o contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, “refletindo a aceleração do Investimento e do Consumo Privado”.
Por outro lado, o contributo negativo da procura externa líquida acentuou-se no primeiro trimestre do ano, com as importações de bens e serviços a subir mais do que as exportações, que ainda assim recuperaram.
Já para a variação em cadeia, ou seja, face ao trimestre anterior, a procura externa líquida passou de um contributo positivo para negativo, com um aumento das importações mais significativo do que das exportações.
O contrário verificou-se com o contributo da procura interna, que passou a ser positivo em resultado do aumento expressivo do investimento.
Estes valores de crescimento da economia são uma confirmação da estimativa rápida que o INE tinha divulgado no final de abril.
Para o conjunto do ano, o Governo tinha estimado no Orçamento do Estado para 2026 um crescimento de 2,3%, mas entretanto já reviu a previsão para 2%, devido ao impacto das tempestades e do conflito no Médio Oriente.
Desemprego
A taxa de desemprego fixou-se em 5,7% em abril, abaixo dos 5,8% de março e menos 0,5 pontos percentuais (p.p.) que no mesmo mês do ano passado, segundo dados provisórios do INE.
Em abril, “a taxa de desemprego situou-se em 5,7%, valor inferior ao de março de 2026 (0,1 p.p.), superior ao de janeiro desse ano (0,1 p.p.), mas inferior ao de abril de 2025 (0,5 p.p.)”, refere o INE.
Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 9,7%, “valor inferior ao do mês anterior (0,1 p.p.), superior ao de três meses antes (0,1 p.p.) e inferior ao do mesmo mês do ano anterior (0,8 p.p.)”.




