Documentos portugueses inscritos na “Memória do Mundo” da UNESCO, como a ratificação do Tratado de Tordesilhas ou testemunhos da primeira circum-navegação, vão estar expostos a partir de quinta-feira na Torre do Tombo, em Lisboa.
O documento de ratificação do Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 por Portugal e Castela, que dividiu o mundo em duas esferas de influência, é um dos documentos portugueses inscritos na “Memória do Mundo” que vão estar expostos até 30 de janeiro.
De acordo com informação da organização, entre os documentos está também a carta enviada ao rei Manuel I sobre o “achamento” do Brasil, escrita por Pêro Vaz de Caminha, após a armada liderada por Pedro Álvares Cabral ter aportado à costa brasileira, em 1500.
Outra documentação que faz parte da exposição é a relativa à primeira viagem de circum-navegação, realizada entre 1519 e 1522, que foi capitaneada por Fernão de Magalhães e, após a sua morte, pelo espanhol Juan Sebastián Elcano.
Todos os documentos expostos fazem parte do programa “Memória do Mundo”, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês), que se propõe “facilitar a preservação do património documental mundial, nomeadamente em zonas afetadas por conflitos e/ou catástrofes naturais, e possibilitar o acesso universal ao património documental”, bem como “aumentar a consciencialização pública sobre a importância do património documental junto do público em geral”, lê-se no ‘site’ da organização internacional.
A UNESCO defende que “o património documental mundial pertence a todos, e deve ser preservado e protegido para todos, com o devido respeito pelos costumes, as questões e práticas culturais”.
Um património, como o que é exposto na Torre do Tombo, “deve ser permanentemente acessível a todos, sem entraves”.




