Da Redação
Com Lusa
A presumível viciação de contratos públicos, que levou nesta quinta-feira à detenção do presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, terá lesado o Estado em mais de cinco milhões de euros, segundo fonte policial.
De acordo com a mesma fonte, os ajustes diretos eram concedidos por valores muito acima do mercado e, por vezes, sem que o serviço fora prestado.
Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois, três anos, que somados ultrapassam os cinco milhões de euros.

Entre os detidos estão ainda um empresário da zona da Maia e outro da região de Viseu.
Os cinco detidos no âmbito da designada operação “Éter” que começou há dois anos, serão presentes esta sexta-feira a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal, no Porto.
À agencia Lusa, fonte policial, disse ainda que em causa estão crimes de corrupção, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influências, recebimento indevido de vantagem e participação econômica em negócio em procedimentos de contratação pública no Norte do país.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve cinco pessoas e realizou buscas em entidades públicas e sedes de empresas no âmbito de uma investigação relativa à presumível viciação de procedimentos de contratação pública no valor de vários milhões de euros.
“A investigação, centrada na atividade de uma pessoa coletiva pública, determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o desiderato de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular, assinala a PJ, através da sua Diretoria do Norte.
Na operação policial deste dia 18 tornada pública realizaram-se 11 buscas, domiciliárias e não domiciliárias, nas regiões de Porto, Gaia, Matosinhos, Lamego, Viseu e Viana do Castelo e estiveram envolvidos 50 elementos da Polícia Judiciária, incluindo inspetores, peritos informáticos e peritos financeiros e contabilísticos.
A investigação, refere a polícia, prossegue no sentido de determinar todas as condutas criminosas e o seu alcance.
Os detidos, com idades compreendidas entre os 42 e os 54 anos, sendo três dirigentes de entidade pública e dois empresários, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.
Contactada pela Lusa, a Secretaria de Estado do Turismo remeteu eventuais comentários para mais tarde.




