Casa Ilha da Madeira comemora 43 anos no Dia da Região Autônoma da Madeira

Por Vanessa Sene
Mundo Lusíada

Ao final da solenidade, os homenageados deste ano da Casa Ilha da Madeira.

A Casa Ilha da Madeira de São Paulo reuniu bom público no domingo, 01 de julho, para comemorar os 43 anos de fundação da entidade, e o Dia da Região Autônoma da Madeira, promovida pelos madeirenses em diversos países do mundo.

Ao Mundo Lusíada, o presidente Manuel Bittencourt citou a data como “o dia da raça”. “Tivemos uma diferença hoje, vamos homenagear algumas pessoas que ajudaram a casa de uma maneira ou de outra, por iniciativa do vereador Toninho Paiva” diz o presidente citando que a casa quem escolheu todos os homenageados deste ano. Entre eles, estiveram pessoas que ajudaram na fundação da casa, ou auxiliaram o grupo folclórico, além de apoiadores.

A média de pessoas presente no evento, segundo o presidente, era de 300 convidados. “A cada ano que passa a casa está melhorando a sua condição, tanto na área cultural como monetária. Estamos fazendo um trabalho de formiguinha, e hoje a casa está praticamente se mantendo com suas próprias arrecadações, seus alugueis. Uma das minhas primeiras ações como presidente era fazer com que a casa fosse auto sustentável” diz o presidente que é madeirense, e chegou ao Brasil com 04 anos de idade.

O presidente ainda citou que para representar a Madeira neste dia é preciso responsabilidade e vontade de fazer. “Quando temos vontade, pode demorar mas conseguimos. Eu como madeirense, estou muito contente em ver minha casa sendo uma extensão da Ilha da Madeira” finalizou agradecendo ainda o trabalho de divulgação do Mundo Lusíada.

 

Folclore

Barbara Gal, ensaiadora do grupo Adulto também comemorou o aniversário da Casa da Madeira. “O grupo hoje está bem maior do que temos apresentado nas últimas festas, estamos realizando um bom trabalho, de 4 pares estamos hoje com 11 pares, ou eja, é um marco para o nosso grupo de uma nova fase” diz ela que tem o intuito de “tocar o coração” dos madeirenses e brasileiros com suas apresentações.

Diversos integrantes, a começar pela ensaiadora que há 18 anos faz parte do folclore, não tem ascendência portuguesa ou madeirense. “Tento passar isso para o resto do grupo. Nós temos madeirenses e filhos de madeirenses, mas temos também brasileiros, japoneses, negros. É uma heterogeneidade muito grande”.

A apresentação desta tarde trouxe canções típicas da Madeira, tendo atualmente cerca de 35 componentes. “Estou muito orgulhosa, porque crescendo nós conseguimos contagiar mais pessoas” diz Barbara.

 

Novidades

O Grupo Folclórico Adulto da casa já está em andamento com projeto de um CD novo. Os componentes estão levantando os orçamentos para concretizar a gravação. “Se Deus quiser, no final deste ano ou no máximo no começo do ano que vem, nós estamos lançando nosso CD”. Segundo os integrantes, nenhum grupo madeirense gravou músicas típicas da terra, por isso é um trabalho inédito, que vai trazer até a participação de uma orquestra, mesmo que seguindo as canções madeirenses “a risca”. “Hoje não existe nenhum CD da Ilha da Madeira aqui, a não ser os que vêm de fora” diz.

Juvenil

A diretora do Grupo Folclórico Infanto-Juvenil da casa, Maria Vieira Sardinha, também trouxe as tradições da ilha. “Trouxemos a alegria dos madeirenses de agora serem uma Região Autônoma, há 36 anos. Gostamos do progresso da Ilha da Madeira mas trouxemos as tradições do que era a Ilha da Madeira, antes mesmo da autonomia” diz ela que reuniu cerca de 40 componentes para apresentação desta tarde.

“Me sinto também orgulhosa por todo lugar do mundo tem um madeirense que transformou o lugar que ele estava. Então estamos fazendo um pouquinho disso aqui. Tentamos trazer a Madeira para cá no dia dela” diz Maria citando as atividades no arquipélago a tempos atrás.

Ela que é brasileira, como muitos dos integrantes do grupo, cita que apesar das histórias em livros, muito da história está presente nos contos dos velhinhos que vê a cultura madeirense representadaem São Paulo.“As vezes nós mostramos algo que eles lembram dos pais, dos avós. E o cheiro também, como do bolo de mel, é um cheiro de saudade” afirmou. “E quando a pessoa tem contato com o grupo folclórico, acaba entendendo o porquê de muita coisa que ele viveu no passado, as vezes sem saber que é cultura madeirense”.

Confira os vídeos de duas apresentações desta tarde, no Youtube.com/MundoLusiada.

 

Leia mais em: Uma história de superação no folclore português

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