Da Redação Com Lusa
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Humberto da Costa Leite, presidente do Finibanco, afirmou que a instituição financeira tem o radar da expansão internacional apontado para os mercados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), apostando no desenvolvimento de parcerias com investidores locais. "Estão a ser estudadas parceiras para iniciarmos operações nos países da CPLP, e penso que esta é uma boa via para o desenvolvimento da atividade do Finibanco", afirmou à Agência Lusa. O presidente do Finibanco explicou que "o Brasil seria como a terceira perna do tripé". Costa Leite afirmou ainda que a aposta nos países do Leste Europeu não acontecerá novamente, após o fechamento da operação na Romênia, em setembro de 2008, em função da crise, que dificultou o financiamento do projeto. Quanto ao aumento de capital de seis milhões de euros do Finibanco Angola, detido em 61% pela instituição portuguesa e em 39% por um conjunto de investidores angolanos, Costa Leite disse que "há muito interesse dos acionistas em reforçar" o capital e que "as pessoas locais têm procurado informação sobre o banco africano". A entidade especializada na gestão de ativos surgirá num momento em que Angola se prepara para avançar com a estréia da bolsa de Luanda e poderá ser lançada "até ao final do ano". O próprio Finibanco Angola poderá vir a ser cotado em Luanda, segundo Costa Leite. Até o momento, existem dois balcões em funcionamento da empresa, mas serão "seis ou sete até ao final de 2009", afirmou o presidente do Finibanco, que pretende ter 30 agências em Angola até 2012. "Já há vários bancos a operar em Angola, mas estamos perante um grande potencial de longo prazo", considerou Costa Leite, acrescentando que, neste momento, o "ambiente [empresarial] é totalmente diferente" do que se vive em Portugal.
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