Autárquicas: Carlos Moedas (PSD/CDS-PP/IL) reeleito na Câmara de Lisboa

Carlos Moedas celebra vitória nas eleições autárquicas, 13 Outubro 2025. ANTÓNO PEDRO SANTOS/LUSA

O social-democrata Carlos Moedas foi reeleito presidente da Câmara de Lisboa nas eleições autárquicas do domingo, conquistando oito mandatos, com 41,69% dos votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.

Quando está concluído o apuramento das 24 freguesias lisboetas, a coligação PSD/CDS-PP/Iniciativa Liberal mantém a liderança da câmara da capital e consegue oito eleitos, mais um que há quatro anos.

A coligação PS/Livre/Bloco de Esquerda/PAN, encabeçada pela socialista Alexandra Leitão, foi a segunda força mais votada, com 33,95% de votos e seis eleitos (menos um que há quatro anos).

O Chega, que candidatou Bruno Mascarenhas como cabeça de lista, surge em terceiro lugar, com 10,10% dos votos, resultado que lhe garante a entrada no executivo camarário, com dois eleitos.

A muito curta distância, por menos 11 votos, a CDU, cuja candidatura foi encabeçada por João Ferreira, obteve 10,09% e perde um dos dois eleitos, ficando com um mandato.

Carlos Moedas assumiu hoje a vitória nas eleições de domingo, afirmando que os lisboetas decidiram pela continuidade do projeto iniciado em 2021.

Os lisboetas decidiram “continuar com este projeto” por “mais quatro anos”, afirmou Carlos Moedas, pelas 01:30, hora a que chegou à sede de acompanhamento da noite eleitoral, num hotel na zona do Marquês de Pombal, no mesmo sítio onde há quatro anos festejou a eleição como presidente da Câmara de Lisboa.

O cabeça de lista da coligação “Por ti, Lisboa” afirmou que a sua candidatura conseguiu oito mandatos, mais um do que em 2021, mas ficando aquém de conseguir uma maioria absoluta, o que exigiria nove dos 17 eleitos no executivo municipal.

“Os lisboetas foram claros. Os resultados destas eleições foram claros. Tivemos mais 30 mil votos do que da última vez. […] É absolutamente extraordinário. Ganhámos as eleições, ganhámos, reforçámos a nossa votação e os lisboetas no fundo disseram com clareza que querem mais Moedas”, declarou o autarca do PSD, referindo que neste segundo mandato terá “maior capacidade” para trabalhar.

Na sua perspetiva, os lisboetas pediram “mais firmeza” para continuar a fazer mais habitação, a cuidar dos idosos, mais segurança, a transformar o espaço público, a trazer os jovens para os bairros históricos e a apostar na inovação e na cultura.

“Que façamos ainda mais aquilo com que sempre sonhámos e que por razões de governabilidade não conseguimos fazer tudo no primeiro mandato. Agora sim, agora sim, vamos conseguir”, sublinhou, perante as centenas de apoiantes.

Sem conquistar uma maioria absoluta, o social-democrata considerou que esta eleição “significa uma grande responsabilidade também para a oposição, porque os lisboetas com esta votação foram claros: não querem instabilidade””

“Os lisboetas querem estabilidade na pluralidade desta cidade”, apontou.

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