Da Redação com Lusa
A Arte Equestre Portuguesa foi neste dia 03 classificada Patrimônio Imaterial Cultural da Humanidade, na reunião do comité responsável da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
A classificação é o resultado de um processo iniciado em 2015 e desenvolvido em parceria pela Associação Portuguesa de Criadores do Puro-Sangue Lusitano, pela Parques de Sintra, que gere a Escola Portuguesa de Arte Equestre, e pelo município da Golegã. A Arte Equestre Portuguesa foi integrada no Inventário Nacional do Patrimônio Cultural Imaterial em 2021.
De acordo com os documentos da candidatura, as entidades promotoras propõem como medidas de salvaguarda desta prática a criação de um centro de investigação associado à Biblioteca Equestre D. Diogo de Bragança, no Palácio Nacional de Queluz, a garantia da Escola Portuguesa de Arte Equestre como instituição de referência no ensino, e a integração da equitação como parte de um complemento ao currículo escolar, com base num projeto-piloto já existente na Golegã, entre outros.
Tendo por base um respeito pelo cavalo para que se estabeleça uma “perfeita harmonia” com os cavaleiros, a Arte Equestre Portuguesa interliga as dimensões funcionais e artísticas, “originando duas expressões indissociáveis, uma popular e uma erudita”, como se pode ler na documentação da candidatura à UNESCO.
“Em todas as suas dimensões, a Arte Equestre em Portugal diferencia-se pela posição do cavaleiro na sela, a indumentária específica e os arreios. O cavaleiro desenvolve um conhecimento equestre, procurando a colaboração suave e consentida do cavalo, sem forçar, intuindo o que lhe é pedido”, acrescenta o mesmo texto.
Em nota, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa destacou as especificidades dessa arte e sua natureza de cultura popular e erudita, e a particular relação entre cavalo e cavaleiro. “Felicito todos os seus promotores e praticantes, e em especial a Associação Portuguesa de Criadores do Puro-Sangue Lusitano, a Parques de Sintra e o município da Golegã, responsáveis pela candidatura. A escolha da Unesco será doravante um contributo importante no sentido da salvaguarda, da investigação, do ensino e da projeção da Arte Equestre Portuguesa” concluiu a nota.
Do Brasil
Também foi inscrito o “Modo de fazer o Queijo Minas Artesanal” na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Trata-se da sétima inclusão de elemento cultural brasileiro na referida Lista, a primeira desde 2019.
A inscrição dos “Modos de fazer o Queijo Minas Artesanal” na Lista Representativa foi oficializada neste 4 de dezembro, durante a 19ª Sessão do Comitê Para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da UNESCO, realizada em Assunção, Paraguai.
Elaborado a partir de técnicas desenvolvidas ao longo de três séculos, o Queijo Minas Artesanal constitui importante atividade socioeconômica, que promove inclusão e desenvolvimento local, em especial da agricultura familiar. A inclusão de conhecimentos e práticas alimentares referenciais para a cultura nacional na Lista da UNESCO reforça a relevância dos saberes tradicionais brasileiros e a possibilidade de conciliar patrimônio imaterial, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável.





