Ucrânia: Marcelo Rebelo de Sousa diz que Portugal continuará a apoiar adesão à UE

Presidente Portugues Marcelo Rebelo de Sousa e presidente ucraniano Volodomyr Zelensky, em conferência de imprensa, 24 Agosto 2023. ANTONIO PEDRO SANTOS/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse hoje que Portugal continuará a apoiar a adesão da Ucrânia à União Europeia e manifestou admiração pela resistência ucraniana a quatro anos de invasão pela Rússia.

“O Povo da Ucrânia resiste com coragem admirável, há quatro anos, a uma agressão ilegal e de enorme brutalidade pela Federação Russa. Apesar do efeito devastador dos ataques crescentemente violentos da Rússia, os ucranianos entram no quinto ano da guerra com uma determinação cada vez mais forte, provando que a resiliência da Ucrânia nunca deveria ter sido subestimada”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem publicada no site oficial da Presidência da República.

Na mensagem para assinalar os quatro anos de invasão do país pelas forças russas, em larga escala, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que se mantém inabalável o apoio político, militar, humanitário e financeiro de Portugal à Ucrânia.

“Com os nossos parceiros europeus e internacionais, continuaremos a prestar a assistência pelo tempo que for necessário, para que a Ucrânia seja forte e resiliente contra agressões. Continuaremos, do mesmo modo, a respaldar a adesão da Ucrânia à União Europeia e o caminho até à adesão”, declarou o Chefe de Estado.

O Presidente defendeu que o povo ucraniano merece uma paz justa e duradoura, que respeite a independência, a soberania e a integridade territorial da Ucrânia, mas que garanta também a sua segurança a longo prazo, “incluindo a capacidade de defesa”.

“Continuaremos a apoiar os esforços internacionais fazendo pressão sobre a Rússia para que cesse a agressão e se comprometa com um processo negocial que conduza a acordo de paz, baseado no direito internacional e na Carta das Nações Unidas”, declarou, manifestando esperança de que 2026 traga “um fim justo” a esta guerra.

“Portugal permanecerá, sempre, ao lado da Ucrânia e dos ucranianos”, lê-se na declaração publicada online.

A Rússia anexou a Península da Crimeia, em 2014, e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.

Parlamento

O presidente da Assembleia da República afirmou hoje que Portugal, quatro anos depois da invasão militar da Ucrânia pela Rússia, continua ao lado do povo ucraniano sem hesitações, em defesa da democracia e do Estado de Direito.

Esta posição de José Pedro Aguiar-Branco, divulgada no dia em que se assinalam quatro anos da intervenção militar da Federação Russa no território ucraniano, foi publicada na página do parlamento.

Na sua mensagem, o presidente da Assembleia da República recorda 24 de fevereiro de 2022 como “um dia triste”.

“Um dia que nos recorda que a paz, a democracia e a liberdade nunca podem ser dadas como adquiridas. Têm de ser preservadas e construídas todos os dias, por cada um de nós”, adverte.

José Pedro Aguiar-Branco salienta, depois, que a questão da Ucrânia “não é um problema distante”, mas “uma guerra que acontece à porta da Europa”.

“Pela sua proximidade, tem tudo a ver connosco. É uma guerra que viola e coloca em risco os valores que são também os nossos. Quatro anos depois, continuamos ao lado da Ucrânia e do seu povo sem hesitações e continuamos a defender os nossos valores partilhados”, advoga.

Especifica, logo a seguir, nesta sua mensagem, que esses valores são os da “democracia, do Estado de Direito, da soberania, da integridade territorial, dos direitos humanos e direito internacional”.

“É esse o mundo que juntos queremos construir”, acrescenta.

Por motivos de saúde, o presidente da Assembleia da República teve de cancelar a sua agenda prevista para hoje.

Pelas 11:00, na sala de vistas do parlamento, tinha um encontro com jovens ucranianos que se encontram em Portugal ao abrigo do programa «Bring Kids Back UA». Um encontro que seria acompanhado pelas embaixadoras da Ucrânia e do Canadá.

Na parte da tarde, na Nova SBE, em Carcavelos, José Pedro Aguiar-Branco deveria abrir uma conferência também no âmbito do mesmo programa que pretende fazer regressar à Ucrânia crianças separadas das suas famílias e que foram deportadas para a Rússia. Nesta conferência, será substituído pela vice-presidente da Assembleia da República Teresa Morais, deputada social-democrata.

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