O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), oposição, venceu as eleições legislativas de domingo, elegendo 24 dos 55 mandatos contra 23 da Ação Democrática Independente (ADI), segundo dados provisórios anunciados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
Segundo o presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, o MLSTP obteve 18.622 votos, equivalentes a 24 mandatos, a ADI obteve 18.061, equivalentes a 23 mandatos.
A coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partidos Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN), obteve 4.142 votos e 6 mandatos, enquanto o Movimento Basta registou 4.639 votos elegendo dois mandatos.
Os dados da CEN apontam que, dos 146.929 eleitores inscritos, registou-se 49.720 votos válidos e uma abstenção de 62,92%.
Os dados avançados hoje diferem dos que foram anunciados na segunda-feira e a CEN justificou a discrepância com o facto de ter então avançado apenas o total nacional, sem os votos da diáspora.
Na segunda-feira, o presidente da CEN também recusara avançar o número de mandatos conquistados pelos partidos nos respetivos círculos eleitorais, afirmando que esta é uma competência do Tribunal Constitucional (TC), justificado o anúncio de hoje face “ao receio de crispação social”.
Abstenção
A abstenção nas eleições legislativas de domingo em São Tomé e Príncipe registaram uma taxa de abstenção recorde de 62,92%, segundo os números divulgados hoje pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
O número avançado pela CEN supera o valor da abstenção de 58,81% verificado nas presidenciais de julho, até então a mais alta de sempre.
Os dados de hoje diferem dos que foram anunciados na segunda-feira e a CEN justificou a discrepância com o facto de ter então indicado apenas o total nacional, sem os votos da diáspora.
A abstenção recorde acontece apesar dos apelos à participação realizados pelos partidos, pelo Presidente da República, pela CEN e até pelas missões de observação eleitoral.
No período pré-eleitoral, representantes de vários quadrantes políticos criticaram o apelo à abstenção realizado pelo ex-primeiro-ministro e ex-líder da Ação Democrática Independente (ADI) Patrice Trovoada.
Trovoada, destituído do cargo de primeiro-ministro pelo Presidente, Carlos Vila Nova, e afastado da presidência da ADI numa luta interna que acabou decidida judicialmente, apelara à não participação dos militantes daquele partido nas eleições de domingo.
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), oposição, venceu as legislativas de domingo, elegendo 24 dos 55 mandatos contra 23 da Ação Democrática Independente (ADI), segundo dados provisórios anunciados hoje pela CEN.
Segundo o presidente da CEN, Jeudiger do Nascimento, o MLSTP obteve 18.622 votos, equivalentes a 24 mandatos, e a ADI obteve 18.061, equivalentes a 23 mandatos.
A coligação Movimento de Cidadãos Independentes-Partidos Socialista/Partido de Unidade Nacional (MCI-PS/PUN), obteve 4.142 votos e seis mandatos, enquanto o Movimento Basta registou 4.639 votos, elegendo dois mandatos.
Os dados da CEN apontam que, dos 146.929 eleitores inscritos, registaram-se 49.720 votos válidos e a abstenção de 62,92%.
CPLP
As assembleias de voto em São Tomé e Príncipe encerraram dia 27 pelas 17:00 (18:00 em Lisboa), com a missão de observação eleitoral da CPLP a destacar o ambiente calmo vivido nas eleições legislativas, locais e regional.
A abertura das assembleias de voto e a votação ao longo do dia decorreu normalmente e de forma pacífica, afirmou o chefe da missão da observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que esteve presente no encerramento das urnas numa das escolas da capital.
O ex-primeiro-ministro da Guiné Equatorial Vicente Ehate Tomi expressou o desejo que o mesmo aconteça durante o apuramento dos resultados e sublinhou mesmo que foram registradas melhorias no processo eleitoral desde as últimas presidenciais, em julho.
Vicente Ehate Tomi chefia a missão de observação da CPLP, organização formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
A missão de observação eleitoral da União Europeia é novamente chefiada pelo eurodeputado português Sérgio Humberto, enquanto a delegação do Parlamento Europeu – uma novidade em relação ao anterior ato eleitoral – foi liderada por Ana Catarina Mendes e integra a também eurodeputada Catarina Martins.
Além de observadores da CPLP e da EU, estiveram presentes os da União Africana, dos países do G7+, da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e da Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP).



