Ribatejo quer crescer até 5% no turismo em 2026 e apostar na promoção internacional

 A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo quer apostar este ano na promoção internacional do Ribatejo e num crescimento entre 3% e 5% no número de hóspedes e dormidas, disse hoje o presidente daquele organismo.

Em declarações à Lusa, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, afirmou que o plano de turismo do Ribatejo para 2026 assenta em três prioridades: aumentar a notoriedade do Ribatejo no mercado português, reforçar a comercialização da oferta turística e integrar a região na promoção internacional.

“Queremos ampliar a exposição comercial do Ribatejo e integrá-la na dinâmica de promoção internacional”, indicou.

O plano foi hoje apresentado no âmbito de um seminário dedicado à Lezíria do Tejo, que reuniu os presidentes das câmaras municipais que integram esta comunidade intermunicipal.

Segundo o responsável, estes eixos enquadram uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida nos últimos anos, visando dar maior autonomia ao ‘marketing’ turístico do Ribatejo.

Para concretizar estes objetivos, o plano prevê um conjunto de ações dirigidas ao mercado nacional e internacional, incluindo campanhas publicitárias, presença em eventos, como a Feira Internacional da Agricultura, e reforço de conteúdos digitais.

Entre as medidas, destaca-se o lançamento de uma campanha publicitária nacional em duas fases, uma no verão e outra no período de época baixa, bem como campanhas digitais durante todo o ano nas redes sociais.

No plano internacional, José Santos referiu a inclusão, pela primeira vez, de conteúdos específicos do Ribatejo em campanhas dirigidas ao mercado espanhol, nomeadamente na Andaluzia, tirando partido da promoção conjunta com o Alentejo.

A estratégia passa ainda pela produção de conteúdos digitais em mercados externos, incluindo o Brasil, e por parcerias com produtoras cinematográficas, com investimento previsto de 50 mil euros para promover a região em festivais internacionais.

O plano inclui também a realização de eventos, como um festival gastronómico em setembro, e o reforço da promoção do turismo equestre, considerado “um dos produtos estratégicos do território”.

De acordo com José Santos, o objetivo quantitativo é alcançar um crescimento entre 3% e 5% no número de hóspedes e dormidas.

O responsável reconheceu que, apesar do crescimento registrado em 2025 no mercado nacional, a região perdeu turistas internacionais, o que justifica o reforço da promoção externa.

“Crescemos o ano passado em hóspedes […] mas não conseguimos crescer no mercado internacional”, afirmou, sublinhando a necessidade de reequilibrar a procura.

Entre os principais produtos turísticos do Ribatejo, José Santos destacou a enogastronomia, o turismo equestre e o turismo de natureza, áreas consideradas “estruturantes para atrair visitantes”.

“O produto âncora é claramente o pilar da enogastronomia”, afirmou, apontando também o potencial do turismo ligado aos vinhos, eventos gastronômicos e restaurantes da região.

O turismo equestre surge como outro “eixo prioritário”, especialmente com impacto junto do mercado espanhol, a par do turismo de natureza, que inclui atividades como caminhadas, ciclismo e observação de aves.

O plano contempla ainda o desenvolvimento de produtos complementares, como o turismo industrial e o turismo literário, este último com “potencial para captar o mercado brasileiro”.

Questionado sobre o impacto das intempéries registadas no início do ano, o presidente da entidade considerou que não deverão afetar de forma significativa a atividade turística, apesar de existirem algumas situações pontuais por resolver, nomeadamente em Salvaterra de Magos.

José Santos mostrou-se confiante na resposta dos municípios e considerou que a região estará preparada para a época alta, apontando já um aumento do fluxo de visitantes com a melhoria das condições meteorológicas.

“Creio que o território estará preparado para receber os turistas”, concluiu.

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