PSP controlou mais de 4,3 milhões pessoas nas fronteiras aéreas no primeiro trimestre

A PSP controlou no primeiro trimestre deste ano mais de 4,3 milhões de passageiros nas fronteiras aéreas, mais 12,5% do que no período homólogo de 2025, anunciou hoje a força policial.

Em comunicado, a PSP indica que entre 01 de janeiro e 31 de março de 2026 foram controladas em 11 aeroportos e aeródromos do Continente e dos arquipélagos dos Açores e da Madeira 4.313.811 pessoas, das quais 2.202.520 durante a entrada em Portugal e 2.111.291 aquando da saída do território nacional.

No total, foram intercetadas pela PSP 9.302 passageiros provenientes de fora do espaço Schengen para verificação do cumprimento dos requisitos para entrar em Portugal, mais 45,3% do que no primeiro trimestre de 2025.

Nos primeiros três meses de 2026, a força policial recusou a entrada de 704 cidadãos estrangeiros (+ 57,5%) e registou 73 decisões de interdição de entrada (+217,4%), tendo ainda contabilizado 157 detenções (+ 36,5%).

No mesmo período, foram também detectadas 188 casos de fraude documental (+1,1%) e aplicadas 5.484 medidas cautelares (+153%)

A PSP herdou no final de outubro de 2023 do extinto Servido de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) as competências de vigiar, fiscalizar e controlar as fronteiras aeroportuárias, a cargo da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras.

Em todo o ano de 2025, a PSP controlou 21.105.180 passageiros nas fronteiras aéreas, mais 882.711 do que em 2024, o que correspondeu então a um aumento de 4,4%, informou, em janeiro, a força de segurança.

Biometria e tempo de espera

A recolha de biometria nas partidas dos aeroportos de Lisboa, Faro e Porto foi suspensa no fim de semana quando o tempo de espera estava elevado, explicou a PSP, garantindo que a suspensão não influencia a segurança.

“Sempre que ultrapassarmos o tempo de referência, nós automaticamente vamos suspender a recolha biométrica”, explicou à Lusa o porta-voz da PSP, Sérgio Soares, acrescentando que “a recolha biométrica não influencia em nada o controlo de fronteira habitual” e que estão a ser cumpridos todos os protocolos do código de fronteiras do Espaço Schengen.

A recolha foi suspensa na manhã de domingo no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e no aeroporto Gago Coutinho, em Faro, e voltou a ser reposta ao início da tarde tendo sido entretanto interrompida novamente devido ao elevado número de pessoas em espera, acrescentou a mesma fonte.

A suspensão da biometria é uma decisão operacional, explicou ainda o porta-voz da PSP, garantindo que “o controlo de partidas está a ser feito com segurança, no modelo habitual e cumprindo os protocolos definidos”, mas sem recolha de dados biométricos.

Sempre que o tempo de referência é retomado e os passageiros não ficam em risco de perder o respetivo voo, o sistema é novamente reativado.

No sábado, a recolha de dados biométricos já tinha sido suspensa durante a manhã para evitar que os passageiros perdessem os seus voos devido às longas filas.

O Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES, na sigla em inglês) é um sistema automatizado da União Europeia que substitui o carimbo no passaporte pelo registo digital de dados biométricos (foto e impressões digitais) para cidadãos não pertencentes à União Europeia e está a ser implementado na UE de forma faseada desde outubro de 2025, passando a funcionar a 100% desde sexta-feira.

Este novo sistema entrou em funcionamento em 12 de outubro em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.

A introdução em 10 de dezembro nos aeroportos portugueses da segunda fase do EES, que consiste na recolha de dados biométricos, causou ainda mais constrangimentos no aeroporto de Lisboa.

No final de dezembro, o Governo anunciou medidas de contingência no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para reduzir os tempos de espera na zona das chegadas, nomeadamente a suspensão por três meses do EES, que entretanto voltou a funcionar.

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