Primeiro-ministro: Portugal tem “cada vez mais a obrigação” de não depender de fundos europeus

O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, discursa durante a sessão de encerramento da 15ª “Universidade Europa”, promovida pela JSD, pelo PSD, pela Delegação do PSD no Parlamento Europeu, pelo Instituto Francisco Sá Carneiro e pelo Grupo do PPE para aprofundar o estudo das questões europeias, 10 maio 2026 em Porto de Mós, Leiria. PAULO CUNHA/LUSA

Neste dia 01, o primeiro-ministro defendeu que Portugal tem “cada vez mais a obrigação” de se “colocar acima da necessidade” de estar “permanentemente à espera de fundos europeus”, alertando que o novo quadro de financiamento europeu “é já ali”.

“Nós, Portugal, temos cada vez mais a obrigação de, não desperdiçando e descurando as políticas de coesão, nos colocarmos acima da necessidade de estarmos permanentemente à espera de fundos [europeus]} para podermos desenvolver-nos, para podermos financiar o nosso investimento”, afirmou Luis Montenegro, no Porto, para assinalar a passagem do Instituto Politécnico do Porto a Universidade Técnica do Porto.

O chefe de Governo, que à chegada tinha à sua espera cerca de 20 manifestantes contra o pacote laboral, alertou que se está a “discutir neste momento na União Europeia as diretrizes do próximo Quadro de Financiamento plurianual”, o quadriénio 2028-2032: “Estamos a meio do ano de 2026.O ano de 2028, onde este quadro financeiro vai começar, é já ali, é já ali”, alertou.

Sobre o próximo quadro de financiamento da União Europeia, Luis Montenegro indicou que “está muito vocacionado para a economia, para a competitividade, para os fatores de competitividade e para premiar (…), financiar os projetos com maior distinção, com excelência”.

“Não há nenhum país que tenha alguma garantia à partida de nesse plano poder ser, mais ou menos, bafejado com capacidade financeira”, afirmou.

Por isso, avisou, o país, empresas e instituições vão ter que “comprovadamente apresentar projetos credíveis, projetos que acrescentam, que inovam, que levam mais longe a capacidade de a Europa se poder afirmar no plano económico e no plano comercial”.

“E é aqui que entram as nossas instituições de Ensino Superior e as nossas empresas, na forma como devem colaborar para apresentar projetos válidos à escala europeia e na forma como devem cooperar com projetos pela Europa fora”, disse.

“Nós temos de preparar os projetos já, para podermos estar habilitados, no primeiro dia, a ombrear com outros países europeus, ou em colaboração e cooperação com eles e com as suas instituições, para termos projetos de excelência, de vanguarda de mérito, para podermos estar, também, aí, na linha da frente do desenvolvimento”, apontou.

O primeiro-ministro lembrou ainda que desde 1986 que não era criada uma Universidade em Portugal, a última tinha sido a Universidade da Madeira.

“Esta é a altura de nós darmos ao Ensino Superior em Portugal uma nova lufada de criação de valor, de criação de escala, de criação de capacidade”.

A criação da Universidade Técnica do Porto foi aprovada em Conselho de Ministros no dia 21 de maio, juntamente com a criação da Universidade de Leiria e do Oeste, ambas institutos politécnicos.

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