Presidente Marcelo pretende marcar eleições presidenciais para 18 de janeiro

O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa faz declaração a propósito das eleições europeias feita em direto no Castelo de Leiria, no âmbito das Comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, Leiria, 8 de junho de 2024. PAULO NOVAIS/LUSA/POOL

O Presidente da República confirmou hoje que está inclinado a marcar as eleições presidenciais para 18 de janeiro e, sem comentar candidaturas, manifestou confiança na sensatez das opções eleitorais dos portugueses.

Em resposta aos jornalistas, na livraria Brotéria, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que está “bastante propenso” para marcar as presidenciais para 18 de janeiro, como já tinha dito em junho, em vez de 25 de janeiro, data que chegou a indicar como provável no início deste ano, o que justificou com “duas razões”.

O chefe de Estado referiu que quer evitar que o prazo limite para a entrega de candidaturas, que é 30 dias antes das eleições, coincida com o Natal e que uma eventual segunda volta seja no domingo de Carnaval, sendo esta última a “razão mais importante”.

“Não sendo a 25 [de janeiro], a data mais próxima possível é dia 18 de janeiro. Este é o meu pensamento tendencial, mas ainda não é a formalização, que haverá em tempo oportuno”, declarou.

Recusando comentar candidaturas presidenciais, incluindo a do presidente do Chega, André Ventura, hoje anunciada, o chefe de Estado enquadrou como normal a quantidade de candidatos a estas eleições e manifestou confiança nas opções dos portugueses.

“Eu acho que as pessoas subavaliam a capacidade do povo português. Eu então, do que me recordo do tempo em que era analista político, várias vezes disse que os portugueses são muito argutos, muito sensatos nas suas opções eleitorais”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que “às vezes pode parecer que a solução não faz sentido num determinado momento”, mas percebe-se “com a distância no tempo”, e independentemente do número de candidatos, que “escolhiam aquilo que entendiam que era o mais adequado em cada momento para o país”.

Eleições

 André Ventura, apresentou-se hoje como o candidato a Presidente da República antissistema, e defendeu que a sua participação nas eleições presidenciais do próximo ano é uma forma de liderar a oposição.

Numa declaração na sede do Chega, sem direito a perguntas, André Ventura apresentou-se como um candidato “em nome do Chega, antissistema e que representa um corte com o domínio dos partidos” e considerou que o antigo almirante Henrique Gouveia e Melo, seu adversário, é um “representante do espaço socialista”.

Além da candidatura hoje apresentada de André Ventura, anunciaram candidaturas o ex-líder do PSD Marques Mendes, o ex-militar Gouveia e Melo, o ex-líder do PS António José Seguro, o ex-deputado do PCP António Filipe, a ex-líder do BE Catarina Martins.

Já o candidato presidencial António José Seguro defendeu hoje que com a candidatura de Ventura “as coisas ficam mais claras”, apelando a que democratas, humanistas e progressistas convirjam na sua candidatura, que visa unir os portugueses. 

O candidato a Presidente da República assumiu ser “contra os muros” e “a favor das pontes”.

“Eu estou pela positiva nesta candidatura. Há demasiada divisão na sociedade portuguesa. Precisamos de um Presidente que une, que mobilize em torne de um projeto de esperança. É esse o meu papel”, sublinhou o antigo líder do PS.

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