Neste dia 06, Presidente da República, António José Seguro, saudou os portugueses que vivem fora do país, salientando o papel da língua portuguesa como elemento de união de todos.
“Assinalo o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas com uma saudação aos portugueses que vivem fora do nosso país. Uma mensagem que quero centrar na língua portuguesa. É o que nos une, mesmo distantes uns dos outros”, refere, numa mensagem enviada aos órgãos de comunicação social na diáspora.
A mensagem foi divulgada no dia em que António José Seguro cumpre uma visita oficial ao Luxemburgo e que marca precisamente o arranque das comemorações do Dia de Portugal.
“A língua portuguesa é uma pertença que dispensa fronteiras. Uma comunhão que não se troca, apenas se partilha. E, por vezes, com imenso prazer”, destaca o chefe de Estado, considerando que os emigrantes “sabem isso melhor do que ninguém”.
O Presidente da República recordou que Luís de Camões “escreveu “Os Lusíadas” longe de Portugal.
“Na verdade, talvez só se vê um país inteiro quando se está suficientemente longe dele”, afirmou.
Por outro lado, lembrou que “a língua portuguesa também não se confina a um povo, foge a qualquer apropriação”.
“É de quem a aprende. É de muitos povos e culturas, com muitas falas, sotaques e timbres. Diversa nas suas qualidades e pródiga a unir-nos”, disse.
Seguro pega na palavra “saudade” como exemplo de “sonoridades que despertam a curiosidade de outros” e que têm “sentido exclusivo”.
“É, por tudo isto, que, mais do que as características que regimes ou as circunstâncias nos traçam como identitárias, é a língua portuguesa que persiste (…). É o sentir que não estamos longe nem próximos. Com a língua portuguesa estamos juntos”, afirmou.
António José Seguro aproveitou para desejar, através desta mensagem, um feliz Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas a todos os portugueses na diáspora.
António José Seguro chegou na sexta-feira ao Luxemburgo, para uma deslocação até domingo que se divide entre contatos institucionais, e encontro com a comunidade portuguesa, no domingo.
Ensino
Também primeiro-ministro prometeu que o Governo tudo fará para “garantir condições” aos que continuam a querer ensinar português no estrangeiro, apontando a língua como “o elo mais eficaz e mais vivo” para manter a ligação entre toda a comunidade.
“Àqueles que continuam a querer ensinar português, que continuam a servir o interesse de Portugal, quero transmitir-vos que nós não deixaremos de tudo fazer para garantir as condições para que esse trabalho possa ser continuado e para garantir que este elo que liga a nossa comunidade”, afirmou Luís Montenegro, numa breve intervenção no Centro Cultural Artikuss de Sanem, no Luxemburgo, onde se juntou à visita do Presidente da República ao país.
À entrada para um encontro com alunos que aprendem português, dois professores e delegados sindicais no Luxemburgo tinham abordado o Presidente da República e o primeiro-ministro para lhe pedirem que olhem “com o coração” para o futuro regime jurídico do ensino do português no estrangeiro.
Bruno Silva, professor e delegado sindical, entregou-lhes uma proposta relativa à rede de ensino português no estrangeiro (EPE), apelando a que a transição para o novo regime seja feita “com cautela”.
“Há um aspeto fulcral que está a pôr em pânico todos os professores que estão neste momento na rede EPE: a transição que tenha de ser feita, tem de ser feita com pés e cabeça, ou seja, não se pode descartar os professores que estão na rede neste momento para o próximo regime jurídico”, disse.
O sindicalista avisou que tem de se assegurar que se mantém a qualidade do ensino português no estrangeiro e que não haja “um ano zero”.
As comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas prosseguirão depois em território nacional na ilha Terceira (Açores) nos dias 09 e 10 de junho.




