Presidenciais: Socialistas Europeus pedem que “todos os democratas” votem em Seguro

António José Seguro vota em Caldas da Rainha, Portugal, 18 Janeiro 2026. JOSÉ COELHO/LUSA

A presidente do grupo político europeu dos Socialistas e Democratas (S&D), Iratxe García Pérez, pediu hoje que “todos os democratas portugueses” votem em António José Seguro nas presidenciais, classificando-o como o “candidato pró-europeu”, que “representa a liberdade”.

Em conferência de imprensa à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, que se realiza esta semana em Estrasburgo, a líder do S&D, grupo político europeu integrado pelo PS, felicitou António José Seguro pela sua vitória na primeira volta das eleições presidenciais.

Iratxe García Pérez salientou que, na segunda volta, “os portugueses terão de escolher entre quem representa os valores democráticos, europeus, da liberdade, e quem representa o oposto total, que é o candidato da extrema-direita”, referindo-se a André Ventura.

“Nesse sentido, espero que todos os democratas europeus, todos os democratas portugueses, apoiem o António José Seguro. Foi isso que transmiti ontem [segunda-feira] aos líderes do Partido Popular Europeu (PPE), Manfred Weber, e do Renew Europe, Valérie Hayer. Espero que os partidos que representam esses grupos políticos em Portugal apoiem o candidato pró-europeu, democrático, que representa a liberdade em Portugal”, afirmou, numa alusão ao PSD e CDS-PP, que integram o PPE, e à IL, que integra o Renew Europe.

Numa mensagem divulgada pouco depois nas redes sociais, o S&D diz lamentar que “o PPE e o Renew não estejam a apoiar a força democrática” na segunda volta das eleições presidenciais.

“Não deveria haver nenhuma dúvida”, disse, reiterando que Seguro é “a única alternativa pró-europeia e democrática à agenda ‘trumpista’ e da extrema-direita”.

Em Portugal, António José Seguro considerou hoje que o apelo aos democratas “está a ser bem-sucedido” com o aparecimento dos apoios, assegurando que “não vai parar”. “Eu ontem apelei a todos os democratas, aos progressistas e aos humanistas para se juntarem a esta candidatura, que é uma candidatura pela liberdade e pela democracia num momento muito exigente da vida do nosso país e da vida da Europa e até do mundo”, considerou.

Seguro, que defrontará André Ventura na segunda volta das eleições, mostrou-se confiante “no bom senso dos portugueses”.

Seguro e Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no domingo, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e o líder do Chega ter obtido 23%.

Partidos

A direção do Livre aprovou na segunda-feira à noite, por unanimidade, o apoio a António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, uma decisão que será apreciada pela Assembleia do partido na quarta-feira.

A porta-voz Isabel Mendes Lopes considerou “altamente preocupante” que Luís Marques Mendes e o PSD tenham optado por não se posicionarem na segunda volta entre António José Seguro e André Ventura, e defendeu que “é fácil para um democrata saber em que lado se deve posicionar”.

Rui Tavares acusou o PSD, Luís Marques Mendes e a IL de, ao não se posicionarem a favor de Seguro, darem razão a André Ventura quando diz, depois destes resultados, que é “o líder da direita portuguesa”.

“Não se afirmam na dicotomia que é essencial vincar agora, que é entre democratas e antidemocratas, entre os que defendem a Constituição, os que se reveem na Constituição e aqueles que pretendem atacar a Constituição”, lamentou.

Também o BE aprovou hoje o apelo ao voto em António José Seguro contra André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais, anunciou o coordenador do partido, que criticou PSD e IL por não tomarem posição.

“Na segunda volta nós vamos ter um confronto entre um candidato pela democracia e um candidato contra a democracia, e neste contexto o Bloco acha absolutamente inqualificável o silêncio das lideranças de PSD e IL”, declarou José Manuel Pureza.

O coordenador do BE acrescentou que “o Bloco evidentemente que não hesita e por isso mesmo os órgãos de direção do Bloco assumiram e aprovaram a posição de apelar ao voto em António José Seguro para derrotar André Ventura e para derrotar a extrema-direita nestas eleições presidenciais”.

A candidata presidencial apoiada pelo BE, a eurodeputada Catarina Martins, ex-coordenadora do partido, declarou no domingo iria votar em Seguro na segunda volta, que se irá realizar em 08 de fevereiro.

O antigo deputado do PSD Cristóvão Norte revelou hoje que votará em António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, argumentando que optará “pela moderação” e que “o futuro da coesão nacional depende desta escolha”.

O antigo líder do CDS-PP Francisco Rodrigues dos Santos, que na primeira volta foi apoiante de Henrique Gouveia e Melo, revelou na CNN Portugal que estará ao lado de Seguro.

Anunciaram o voto em Seguro o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, o ex-ministro social-democrata Miguel Poiares Maduro, o historiador, comentador e antigo presidente da bancada do PSD José Pacheco Pereira, o antigo secretário de Estado social-democrata José Eduardo Martins e o antigo presidente da Câmara de Cascais António Capucho.

Também revelaram que votarão no candidato apoiado pelo PS o líder parlamentar da Iniciativa Liberal, Mário Amorim Lopes, e o mandatário da candidatura de João Cotrim Figueiredo, José Miguel Júdice.

O primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, anunciou no domingo que o seu partido não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais.

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