Presidenciais: Líder do Chega/Açores pede que “toda a direita” apoie Ventura na segunda volta

André Ventura, presidente do Chega, fala aos jornalistas e aos apoiantes após o apuramento dos deputados eleitos pelos círculos eleitorais da Europa e Fora da Europa, em conferência de imprensa num hotel de Lisboa, 28 de maio de 2025. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O líder do Chega/Açores, José Pacheco, apelou hoje para que “toda a direita açoriana” se una no apoio a André Ventura na segunda volta das eleições presidenciais que vai disputar com António José Seguro.

“Eu penso que, independentemente dos partidos, a direita deve-se unir, a população deve-se unir”, defendeu hoje José Pacheco, numa reação aos resultados eleitorais divulgada pelo partido.

Na opinião de Pacheco, “se os dirigentes da suposta direita não se quiserem unir e quiserem apoiar o [António José] Seguro”, a população “deve mostrar esse cartão vermelho e apoiar André Ventura”.

“A oportunidade é esta, se calhar não vamos ter outra tão boa quanto esta de mudar. Se as pessoas constantemente percebem que aquilo que nós dizemos é aquilo que sentem, talvez seja a hora de pormos isto em prática através do voto democrático, ao contrário de outros que preferem ter uma democracia que é só para eles”, afirmou.

Para o líder do Chega nos Açores, no dia 08 de fevereiro, o grande desafio é saber se os portugueses e os açorianos querem “mais socialismo” ou a direita “no mais alto cargo de influência do país”.

O presidente do Governo Regional dos Açores e líder do PSD açoriano, José Manuel Bolieiro, disse que na segunda volta não vai apoiar nenhum dos candidatos.

Já na Madeira, presidente do governo madeirense disse que a direita e o centro de direita tiveram uma “derrota monumental” nas presidenciais e Marques Mendes foi “ultra penalizado” nesta região, anunciando que não dará indicação de apoio na segunda volta.

“Acho que neste momento, a primeira leitura que se faz é que a direita e o centro de direita de direita português, com dois terços no parlamento, sofreu uma derrota monumental e está em vias de eleger um socialista para a Presidência da República”, afirmou Miguel Albuquerque aos jornalistas, no Funchal.

Para o também líder do PSD/Madeira, “é extraordinário como uma fragmentação da direita numa eleição destas consegue de fato transformar aquilo que era no fundo uma consolidação de um poder crescente democrático em Portugal numa derrota”.

Resultados

André Ventura foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais na Madeira com 33,42% do votos, segundo os dados do Ministério da Administração Interna. O segundo candidato mais votado no arquipélago foi António José Seguro com 22,79%, e o terceiro foi Luís Marques Mendes, com 14,67% dos votos.

António José Seguro foi o candidato mais votado nas eleições presidenciais nos Açores com 30,79% dos votos e o segundo candidato mais votado foi André Ventura com 26,74%, tendo Luís Marques Mendes ficado em terceiro lugar, com 13,81% dos votos, segundo os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna – Administração Eleitoral.

No geral, António José Seguro ganhou entre os concelhos com mais poder de compra e André Ventura nos municípios mais pobres, segundo a análise dos resultados da primeira volta das eleições presidenciais de domingo.

Entre os concelhos com menor poder de compra ‘per capita’, André Ventura foi o grande vencedor, ganhando os três concelhos mais pobres, Porto Moniz (29,07%), Ponta do Sol (36,18%), Tabuaço (34,22%).

Nesse ‘ranking’, António José Seguro começou a ganhar apenas a partir do quarto classificado, onde obteve o seu melhor resultado nacional (71,3%), na sua terra natal (Penamacor).

Já entre os concelhos com mais poder de compra ‘per capita’, segundo dados de 2023 do Instituto Nacional de Estatística (INE), Seguro é o principal vencedor, ganhando em Lisboa (35,15%), Porto (33,43%), Oeiras (33,64%) e Sines (36,67%).

Nesta lista, o concelho com mais poder de compra ganho por André ventura é o Funchal (30,26%), que está em 13.º lugar, seguindo de Loulé (34,42%), em 14.º.

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