Mundo Lusíada
Com agencias

Segundo dados da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS), trata-se da “maior comitiva portuguesa de sempre” na feira italiana, que decorre de domingo a quarta-feira e contará, logo no primeiro dia, com a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, à delegação nacional.
No total, as empresas portuguesas presentes na MICAM são responsáveis por mais de 7.000 postos de trabalho e cerca de 500 milhões de euros de exportação.
Conforme destaca a APICCAPS, a presença nacional em Milão insere-se na aposta na promoção comercial externa definida pela associação e pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) para “consolidar a posição relativa do calçado português nos mercados externos, diversificar o destino das exportações, abordar novos mercados e possibilitar que novas empresas iniciem o processo de internacionalização”.
O setor exporta 95% do que produz, vendendo para 135 países e o objetivo é continuar a aumentar as exportações, sem seguir uma política de salários baixos. Para tal, seguirá até 2020, um novo plano estratégico elaborado pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Faculdade de Economia e Gestão da Católica Porto coordenado por Alberto Castro e Vasco Rodrigues.
Segundo AICEP, são muitas as empresas de calçado portuguesas com sucesso fora de portas, tais como a Kyaia, detentora da marca Fly London, a Tattuagi e a Buenos Aires. Já a Gabor Portugal , em 74º lugar no ranking das 100 Maiores Exportadoras, exporta 100% da produção para a casa mãe, na Alemanha, tendo ultrapassado, em 2012, os três milhões e meio de pares produzidos.
“Em três anos, o sector do calçado cresceu 30%, prevendo-se que as exportações cresçam 5% este ano, e o preço médio aumentou 25%”, disse Paulo Gonçalves, porta voz da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), ao Diário Económico. “Somos o país com o segundo maior preço médio em exportações a nível internacional, atrás de Itália e à frente da França”, destaca, garantindo que a meta é “continuar a ganhar quota de mercado à Itália”.




