Mais de 360 polícias reforçam a partir de hoje os aeroportos portugueses como uma das medidas para aumentar a capacidade da PSP no controlo de passageiros e evitar as filas de espera verificadas nos últimos tempos.
Estes 367 polícias, que fazem parte da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP, acabaram na sexta-feira a componente teórica do curso de controlo de fronteiras aéreas e iniciam hoje um estágio operacional de duas semanas nos postos de fronteira aérea.
Fonte da PSP explicou à Lusa que, embora estejam a fazer um estágio de duas semanas, estes polícias reforçam já a partir de hoje o controlo de fronteiras nos aeroportos, desempenhando funções monitorizados por polícias mais velhos.
Os 367 polícias vão ser colocados nos aeroportos de Lisboa (170), Porto (78), Faro (69), Funchal (29) e Açores (21), continuando depois do estágio a desempenhar funções nestas fronteiras aeroportuárias.
O novo sistema europeu de controlo de fronteiras entrou em funcionamento em outubro de 2025 de forma faseada em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e desde então os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.
Com a entrada em funcionamento do sistema a 100% em abril os constrangimentos aumentaram, tendo no fim de maio o Governo reforçado o aeroporto de Lisboa com meios humanos e técnicos no controlo de fronteiras, colocando agora estes 367 agentes para responder ao aumento de passageiros nos aeroportos durante o verão.
O ministro da Administração Interna (MAI) afirmou na sexta-feira, na cerimónia de encerramento do curso de formação dos novos agentes, em Torres Novas, Santarém, que o reforço de 367 agentes da PSP nas fronteiras aeroportuárias permitirá acelerar o controlo de passageiros, embora admita que continuem a existir filas pontuais devido a constrangimentos operacionais.
Luís Neves advertiu que poderão continuar a verificar-se constrangimentos pontuais na operação aeroportuária, sublinhando que “as filas existirão sempre” e que poderá haver dias em que problemas informáticos ou no acesso a bases de dados nacionais e internacionais afetem a rapidez do controlo de passageiros.
O ministro salientou também que o aumento do número de viajantes tem colocado pressão adicional sobre as infraestruturas aeroportuárias, referindo que Portugal recebe atualmente mais 20 mil passageiros por dia do que no mesmo período do ano passado.




