Grupo da Casa de Portugal participa da exposição “Liberdade: bairro plural” no Museu do Ipiranga

Registro da Casa de Portugal com o Grupo Folclórico participando no evento. Presentes, o Diretor do Museu Paulo Garcez Marins, o Cônsul Geral de Portugal em SP; Antonio Rodrigues, o diretor da CP Ricardo Magalhães, Mário Mazzilli - Presidente da Fundação de Apoio ao Museu Paulista, Carlos Abella - Cônsul Geral da Espanha em São Paulo.

Evento reuniu autoridades, pesquisadores e representantes de instituições culturais, com auditório lotado e apresentação especial do Grupo Folclórico da Casa de Portugal de São Paulo.

Da Redação

No sábado, dia 8 de agosto, o Museu do Ipiranga realizou o lançamento do catálogo da exposição “Liberdade: bairro plural”, em uma tarde marcada pela valorização da memória, da diversidade cultural e das diferentes comunidades que ajudaram a construir a história do tradicional bairro paulistano.

Com o auditório completamente lotado, o evento contou com uma roda de conversa dedicada ao tema “Liberdade: presenças e ocultamentos de um bairro plural”, reunindo os curadores e autores Paulo Garcez Marins, Mônica Raisa Schpun, Aline Montenegro Magalhães, Francisco Andrade e David Ribeiro.

Com mediação de Monique Felix Borin, os convidados abordaram aspectos como a formação e a territorialidade do bairro, as memórias negras e afro-diaspóricas, a perseguição sofrida pela comunidade japonesa durante a Segunda Guerra Mundial e os processos de turistificação e apagamento da pluralidade da região.

A publicação aprofunda as reflexões apresentadas na exposição e amplia o conhecimento sobre os diferentes povos, grupos e instituições que, ao longo do tempo, contribuíram para a formação social e cultural da Liberdade.

A Casa de Portugal de São Paulo participa diretamente da exposição, tendo cedido sete peças de seu acervo, entre elas uma histórica mesa de madeira de jacarandá, considerada o objeto mais volumoso da mostra.

A participação evidencia a forte presença da comunidade portuguesa no desenvolvimento do bairro e reforça a missão da entidade de preservar e divulgar a memória da imigração portuguesa em São Paulo. Inclusive a construção de sua sede na década de 1950, foi uma das fachadas mais emblemáticas da avenida da Liberdade.

Desde o início do processo de montagem da exposição, toda a interlocução entre a Casa de Portugal e o Museu do Ipiranga foi conduzida pelo Diretor de Cerimonial da entidade, Ricardo Magalhães, que acompanhou as diferentes etapas da parceria e contribuiu para viabilizar a presença do acervo português na mostra.

Um dos momentos mais especiais da programação aconteceu também na área externa do Museu do Ipiranga, onde o Grupo Folclórico da Casa de Portugal de São Paulo realizou uma belíssima apresentação após o espetáculo no auditório. Com músicas, trajes e danças tradicionais, o grupo encantou o público e levou ao espaço um pouco da riqueza do folclore português, celebrando os laços culturais e históricos que unem Portugal e Brasil.

A solenidade também foi prestigiada pelo Cônsul-Geral de Portugal em São Paulo, Embaixador António Pedro Rodrigues da Silva, que, com sua habitual atenção e cordialidade, acompanhou a participação da comunidade portuguesa e demonstrou grande carinho pelos integrantes da Casa de Portugal e do Grupo Folclórico.

Também estiveram presentes o novo Cônsul-Geral da Espanha em São Paulo, Pablo Montesino-Espartero Velasco; um representante do presidente da Comissão de Relações Internacionais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (deputado Paulo Fiorilo); um representante do deputado Fábio Faria de Sá; representante do Conselheiro das Comunidades e diretores da Casa de Portugal: José Antonio da Costa Fernandes, Ricardo Magalhães e Ricardo Assaf, entre outras autoridades, convidados e representantes de instituições culturais.

Após a roda de conversa, o público participou de uma sessão de autógrafos com os autores e recebeu gratuitamente exemplares do catálogo. A programação foi encerrada com uma visita especial à exposição, proporcionando aos participantes um contato ainda mais próximo com as histórias, os objetos e as diferentes memórias apresentadas na mostra.

A expressiva presença do público e o auditório lotado demonstraram o interesse despertado pelo projeto e a importância de iniciativas que reconheçam a Liberdade como um território verdadeiramente plural, formado pela convivência e pelas contribuições de diferentes comunidades.

Para a Casa de Portugal de São Paulo, participar da exposição e do lançamento do catálogo representa o reconhecimento da relevância da imigração portuguesa na história da Liberdade, reafirmando o compromisso da instituição com a preservação do patrimônio, a valorização da cultura e o fortalecimento do diálogo entre povos e gerações. A entidade também agradeceu “profundamente” seus folcloristas pelo empenho em manter vivas as tradições lusitanas.

A exposição “Liberdade: bairro plural” permanece aberta ao público no Museu do Ipiranga, com entrada gratuita, até janeiro de 2027.

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