Da Redação
Com Lusa

Esta decisão foi anunciada pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, no final da reunião do Conselho de Ministros, que se destinou a analisar a situação orçamental de Portugal.
Mário Centeno referiu que o Governo adotará medidas de “congelamento de processos pendentes de descativações e transições de saldo de gerência considerados não urgentes”.
“Haverá uma redução dos fundos disponíveis das administrações públicas para 2015 em 46 milhões de euros e a não assunção de novos compromissos financeiros considerados não urgentes”, referiu o ministro das Finanças.
O ministro das Finanças disse ainda que o Governo mantém o objetivo de alcançar um déficit orçamental de 2,8% do PIB em 2016.
“A forma como elaboramos o exercício orçamental que sustenta o Programa de Governo partia de uma estimativa para o déficit em 2015 próxima do objetivo que nós neste momento queremos alcançar, que são os 3%, e com isso a saída do Procedimento de Déficits Excessivos”, afirmou Mário Centeno.
O ministro das Finanças respondia aos jornalistas na habitual conferência de imprensa, quando questionado sobre se um déficit de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano compromete o objetivo do Governo de alcançar um défice de 2,8% em 2016.
“Esta meta que agora nos propomos [3%] não tem, não traz nenhuma perturbação às medidas a incluir no Orçamento de 2016”, afirmou o governante.
Valida programa de Governo
Mário Centeno considerou ainda que a revisão em baixa do crescimento econômico para este ano e os próximos anos até 2017 pelo Banco de Portugal “validam o Programa do Governo” socialista.
Na quinta-feira, o Banco de Portugal reviu em baixa as estimativas de crescimento econômico para este ano, para 1,6% (menos 0,1 pontos percentuais), para 2016, para 1,7%, e para 2017, para 1,8% (menos 0,2 pontos percentuais em cada um dos dois anos).
Centeno lembrou que as projeções do Banco de Portugal ainda tiveram em conta o Programa de Estabilidade 2015-2019, aprovado pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.
“Esta realidade econômica de crescimento não superior a 1,6/ 1,7 nos próximos anos forçam a necessidade de alterar o conjunto de políticas econômicas em Portugal e portanto [são de] validação do Programa de Governo”, afirmou o ministro.
Essa revisão em baixa, considerou, “revela a necessidade de implementar um conjunto de políticas que permita à economia portuguesa obter níveis de crescimento maiores do que os observados até agora”.




