A GNR fiscalizou entre janeiro e finais de agosto deste ano 21.567 estrangeiros em território nacional, efetuou 232 detenções, elaborou 1.500 autos de contraordenação e emitiu 348 notificações para abandono voluntário do país, foi hoje divulgado.
Segundo dados sobre as ações desenvolvidas através da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) e dos Comandos Territoriais, a que a agência Lusa teve acesso, entre 29 de outubro de 2023 e 31 de agosto deste ano, os militares da Guarda Nacional Republicana fiscalizaram 103.212 estrangeiros nas suas áreas de jurisdição territorial e efetuaram 459 detenções.
No mesmo período, foram ainda elaborados 8.670 autos de contraordenação e emitidas 1.068 notificações para abandono voluntário na fiscalização de cidadãos estrangeiros em toda a sua área de responsabilidade territorial.
Desde 29 de outubro de 2023, com o desmantelamento do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a GNR, através da UCCF, assumiu competências no controlo das fronteiras marítimas e terrestres, bem como na fiscalização de cidadãos estrangeiros em toda a sua área de responsabilidade, correspondente a cerca de 94% do território nacional.
Segundo os dados, em 2025, foram fiscalizados 54.739 cidadãos estrangeiros, efetuadas 210 detenções, elaborados 4.414 autos de contraordenação e 372 notificações para abandono voluntário, números superiores aos de 2024, ano em que foram fiscalizadas 25.904 pessoas, feitas 17 detenções, elaborados 2.730 autos de contraordenação e 47 notificações de abandono.
No âmbito da atividade da UCCF e dos Comandos Territoriais, as ações de fiscalização têm incidido sobre diferentes locais e setores de atividade.
Assim, desde 29 de outubro de 2023, a GNR fiscalizou 46.069 estrangeiros na via pública, 20.475 no comércio, 11.504 na indústria, 9.615 em terminais rodoviários e estações ferroviárias, 9.462 na hotelaria e restauração, 5.238 em explorações agrícolas e 849 em lares e Instituições Particulares de Solidariedade Social.
A GNR afirmou ainda que, “com especial enfoque na atuação do Grupo de Guarda de Fronteiras da UCCF, em articulação com os Comandos Territoriais, assume um papel fundamental na fiscalização e controlo dos movimentos secundários e da permanência de cidadãos estrangeiros em território nacional”.
Destacou também a sua atuação na “prevenção, deteção e repressão de ilícitos associados, designadamente relacionados com a imigração ilegal, o tráfico de seres humanos e a exploração laboral”, assim como a permanência ilegal de estrangeiros em Portugal.
A GNR destacou, na mesma nota, que a atividade desenvolvida “tem registado uma evolução significativa desde que assumiu estas competências, fruto de uma crescente maturidade operacional, da capacitação técnica contínua dos militares e do aprofundamento do conhecimento prático no terreno”.
Verão Seguro
A PSP deteve 7.214 pessoas, 1.559 das quais por condução em estado de embriaguez, e registou 60.420 infrações rodoviárias no âmbito da operação “Verão Seguro 2026”, que decorreu entre 15 de junho e 15 de setembro.
No balanço final da operação “Polícia Sempre Presente – Verão Seguro 2026”, hoje divulgado, a Polícia de Segurança Pública (PSP) destaca ter registado 7.214 detenções, +6,5% (+443) do que em igual período do ano passado (6.771).
Das detenções registadas, 1.559 foram por condução em estado de embriaguez e 1.558 detenções por condução sem habilitação legal.
Entre as detenções efetuadas pela PSP foram registadas também 753 por tráfico de estupefacientes, com a apreensão de 303.133 doses individuais, e 498 por crimes contra a propriedade (81 por roubo e 417 por outros crimes contra a propriedade).
Foram também efetuadas 152 detenções por violência doméstica, 251 por resistência e coação sobre funcionário, 218 por detenção ou tráfico de armas proibidas, 461 por desobediência, 78 por imigração ilegal e 1.072 no cumprimento de mandados de detenção e condução.
Durante a operação foram apreendidas 946 armas, das quais 305 armas de fogo e 396 armas brancas, 8.032 munições, bem como 319 viaturas.
No âmbito da segurança rodoviária, a PSP realizou 4.630 operações, fiscalizou 169.418 viaturas, controlou 360.667 viaturas por radar e efetuou 47.755 testes de alcoolemia.
No âmbito da operação desenvolvida ao longo de três meses, a força de segurança levantou 60.420 autos de contraordenação, destacando-se 8.693 por excesso de velocidade, 5.952 por falta de inspeção periódica obrigatória e 2.656 por falta de seguro de responsabilidade civil.
Foram também levantados 852 autos por condução sob influência do álcool, 11.730 por uso do telemóvel durante a condução e 835 por incumprimento das regras relativas aos sistemas de retenção.
Quanto à sinistralidade rodoviária, foram registados 13.837 acidentes, dos quais resultaram 26 mortos e 4.953 feridos (216 feridos graves e 4.737 feridos ligeiros).
A operação abrangeu zonas balneares e áreas turísticas, centros históricos e comerciais, aeroportos, interfaces de transportes públicos, estabelecimentos de diversão noturna, locais de eventos de grande dimensão e áreas residenciais.



