A Galp elevou de 4.000 para 5.000 milhões de euros a previsão do resultado operacional bruto (EBITDA) ajustado para 2026, com estimativas mais elevadas para o preço do petróleo e margens de refinação.
De acordo com o relatório dos resultados do terceiro trimestre deste ano, divulgado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a petrolífera portuguesa também aumentou a previsão do fluxo de caixa operacional ajustado, de cerca de 3.000 milhões para 3.900 milhões de euros.
“A solidez do nosso desempenho operacional nos primeiros nove meses do ano, juntamente com uma revisão das perspetivas macroeconómicas para os próximos meses, reforça a nossa confiança para o restante ano de 2026 e sustenta mais uma revisão em alta das nossas previsões anuais”, afirmaram os co-presidentes executivos da Galp, Maria João Carioca e João Marques da Silva, citados no relatório.
A revisão representa um aumento de 25% na previsão do resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) ajustado e de 30% na do fluxo de caixa operacional.
A estimativa de investimento orgânico mantém-se inalterada, em cerca de 1.000 milhões de euros.
A empresa reviu igualmente em alta os pressupostos para a evolução dos mercados energéticos, passando a considerar um preço médio do petróleo Brent – referência para a Europa – de 90 dólares por barril em 2026, face aos anteriores 80 dólares.
Já a previsão da margem de refinação, que corresponde à diferença entre o valor dos produtos refinados e o custo das matérias-primas utilizadas, foi aumentada de 13 para cerca de 25 dólares por barril equivalente, enquanto a estimativa do preço do gás natural no mercado ibérico subiu de 40 para 55 euros por megawatt-hora.
A revisão ocorre num contexto de tensões no Médio Oriente e de perturbações no abastecimento energético internacional, incluindo no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo, que têm contribuído para a subida dos preços da energia e das margens de refinação.
A Galp anunciou hoje que registou um aumento de 68% do lucro ajustado no terceiro trimestre, para 682 milhões de euros, impulsionado pelo crescimento da produção de petróleo e gás no Brasil, pelas exportações e pelas operações de compra e venda de petróleo e gás nos mercados internacionais.
Nos primeiros nove meses do ano, o resultado líquido ajustado aumentou 54%, para 1.494 milhões de euros, enquanto o EBITDA ajustado subiu também 54%, para 3.737 milhões de euros.
Já o resultado líquido apurado segundo as normas internacionais de contabilidade (IFRS) recuou 9%, para 852 milhões de euros.
A Galp anunciou também hoje o fim das negociações com a Moeve para uma possível combinação dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis, depois de as partes não terem conseguido chegar a acordo, garantindo que esta decisão não tem impacto nas suas operações atuais nem altera as prioridades de investimento.



