Dyego Sousa pode ser o sétimo jogador naturalizado a vestir a camisa de Portugal

Da Redação
Com Lusa

Nesta sexta-feira, o atacante Dyego Sousa foi chamado para a seleção portuguesa de futebol, e pode tornar-se o sétimo naturalizado a vestir a camisa das ‘quinas’, sucedendo a jogadores como Deco, Pepe e Liedson.

Com alguma surpresa, o avançado do Sporting de Braga, de 29 anos, foi incluindo na lista de 25 convocados do técnico Fernando Santos e pode estrear-se por Portugal frente a Ucrânia ou Sérvia, em jogos de qualificação para o Euro2020.

Dyego Sousa, que chegou a solo luso com apenas 18 anos, em 2007, para representar os juniores do Nacional, tem estado em destaque esta temporada no Sporting de Braga, em que já leva 19 golos em todas as provas, 14 na I Liga.

Em Portugal, antes de ingressar nos minhotos, o jogador nascido em São Luís do Maranhão, nordeste do Brasil, defendeu ainda as cores de Leixões, Tondela, Portimonense e Marítimo.

Uma década depois, a seleção portuguesa pode voltar a contar com um novo jogador naturalizado, depois de Liedson, Pepe, Deco, Celso e Lúcio Soares, todos nascidos no Brasil, e de David Júlio, oriundo da África do Sul.

Em setembro de 2009, Liedson, que passou oito temporadas no Sporting, foi chamado por Carlos Queiroz para o duelo com a Dinamarca, de qualificação para o Mundial2010, e logo na estreia salvou Portugal da derrota em Copenhaga, ao marcar o golo do empate (1-1).

O ‘levezinho’ terminou a carreira com 15 jogos e quatro golos por Portugal e representou a seleção das ‘quinas’ no campeonato do mundo de 2010, na África do Sul.

Ainda em atividade está Pepe, que este ano pode mesmo superar Fernando Couto e tornar-se no defesa central com mais jogos de sempre pela formação lusa.

Tal como Dyego Sousa, Pepe chegou a solo português ainda como adolescente e também para a Madeira, onde foi representar o Marítimo com apenas 18 anos.

Em 2007, o central do FC Porto recebeu a chamada de Luiz Felipe Scolari e, em novembro, estreou-se, logo a titular, perante a Finlândia (0-0), no encontro que confirmou a qualificação para a fase final do Euro2008.

O defesa de 36 anos leva 103 internacionalizações e sete gols e integra a ‘restrita’ lista de seis futebolistas que chegaram à centena de jogos por Portugal.

Anos antes, em 2003, igualmente pela ‘mão’ de Scolari, Deco também optou pela seleção portuguesa, seis anos depois de ter chegado ao país, com 20 anos.

Em destaque no FC Porto, o meia foi chamado para um particular com o Brasil, numa decisão que na altura não foi unânime junto da opinião pública, e acabou por defrontar a ‘canarinha’ em março, no Estádio das Antas. Portugal venceu por 2-1, com Deco a marcar o golo do triunfo já perto do fim, de livre direto.

Deco, que acabou a carreira com 75 jogos e cinco golos por Portugal, acabou por ser determinante na campanha da seleção nacional no Euro2004, em que chegou à final, e no Mundial2006, tendo alcançado as meias-finais. O médio esteve ainda no Euro2008 e no Mundial2010.

Na década de 1970, o ‘trinco’ brasileiro Celso, do Boavista, representou três vezes a formação da ‘quinas’ e, nos anos 60, foi a vez de o central brasileiro Lúcio Soares e de o médio sul-africano David Júlio, ambos do Sporting, contarem cinco e quatro internacionalizações, respectivamente.

Surpresa

O jogador que não esperava ter sido chamado por Fernando Santos à seleção portuguesa de futebol, disse quer agora retribuir a confiança do selecionador.

“Estava à espera da convocatória de outro [jogador], nunca esperei que pudesse ser convocado. Queria e todos sabiam que havia essa possibilidade, mas não tive uma mensagem, nada, não tinha esperança. Fui apanhado de surpresa e isso é bom, a emoção foi outra”, disse em declarações ao sítio do Sporting de Braga.

“Quando ouvi o meu nome, o último da lista, foi primeiro uma alegria, depois chorei e liguei para a minha família”, disse.

Dyego Sousa, de 29 anos, diz querer agora “retribuir” a confiança e “ajudar” a seleção.

“Já me sinto um português, já estou em Portugal há praticamente dez anos, amo este país, este povo que me acolheu de braços abertos. A minha esposa é portuguesa e a minha filha também. Só tenho de agradecer e retribuir dentro de campo todo o carinho e dar alegrias através da seleção, com a minha garra e determinação”, disse.

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