Por Manoel Ricardo
O Grupo Folclórico Cruz de Malta – Santos, litoral de São Paulo, está participando de uma tradicional exposição de presépios em Santos. A 33ª Exposição de Presépios foi inaugurada no dia 05 de dezembro de 2025, no Santuário Santo Antônio do Valongo, com exibição do Grupo e Romagem de Natal especialmente preparadas para o evento.
Os visitantes podem apreciar, entre os presépios expostos, uma Lapinha Tradicional Portuguesa, cuja montagem ficou sob responsabilidade do Grupo Folclórico Cruz de Malta. A lapinha é uma catequese visual. A construção em degraus é muito tradicional, especialmente na Ilha da Madeira e na região do Algarve.
Contém um arco de flores que simboliza o céu, onde Deus habita na eternidade. Diz-se que Deus, que vive lá no alto, desce, degrau por degrau, para nascer no meio de nós. É o Natal! Os degraus, que servem para o Sagrado descer e encarnar na vida cotidiana da humanidade, também são utilizados para subir, sendo que Deus convida o povo a ascender com Ele, elevando todos à vida que Ele oferece, muitas vezes desvendando um horizonte de conversão, de viver a fé e de ir mais longe.
O acervo colocado à disposição do Grupo para exibição aberta ao público pertence a Manoel Ricardo de Andrade Sebastião, Maria Carmina de Andrade Sebastião e Manuel da Luz Sebastião (em memória).
A exposição permanece aberta ao público de terça a domingo, das 9h30 às 17h30, até 26 de janeiro de 2026, exceto feriados, no Largo Marquês de Monte Alegre, onde também é realizada, anualmente, a tradicional Festa de Portugal.
Bordado Ilha da Madeira
O Grupo Folclórico Cruz de Malta promoveu ainda, em parceria com Ponto de Contato, uma Oficina de bordado típico da Ilha da Madeira. A Oficina ocorreu no dia 13 de dezembro na Futrica Economia Criativa, localizada no Centro de Santos/SP, sendo que foi conduzida pela Sra. Maria Carmina de Andrade Sebastião, com o apoio do Sr. Julian Campos.
Ao final, houve exibição do Grupo especialmente preparada para o evento. As Bordadeiras de Santos/SP são conhecidas como mulheres, muitas delas imigrantes da Ilha da Madeira – Portugal, que trouxeram para o Brasil e aqui preservaram a rica tradição do bordado tradicional madeirense, transformando o ofício em um símbolo cultural e fonte de renda, criando peças delicadas (toalhas, lenços e até enxovais) que adornam, desde o século passado (XX) e até hoje, casas de brasileiros e lusodescendentes.
A sua história já foi tema de livros, documentário e exposições, sendo que, até hoje, há pessoas engajadas em manter viva esta herança cultural tipicamente portuguesa. Seguem em exposição, sob coordenação e curadoria de Julian Campos, até 08 de fevereiro, na Futrica Economia Criativa, peças de várias dessas bordadeiras, incluindo a Sra. Isabel da Paixão Andrade, mãe da Sra. Maria Carmina de Andrade Sebastião, além de Celeste dos Santos de Abreu e de Teresa Gonçalves Pestana.





