Covid-19: Missas e aulas suspensas em Portugal

[ Atualizada às 14h ]

Santuário de Fátima também anunciou que vai suspender todas as celebrações litúrgicas a partir de sábado

Da Redação
Com Lusa

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) decidiu suspender as missas, catequeses e outros atos de culto até que esteja superada a atual situação de emergência de disseminação do novo coronavírus no país.

Em comunicado, a CEP anuncia que determina “que os sacerdotes suspendam a celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência”.

“Também devem seguir-se as indicações diocesanas referentes a outros sacramentos e atos de culto, bem como à suspensão de catequeses e reuniões”, acrescenta.

No entanto, os bispos portugueses defendem que esta suspensão seja complementada com “as possíveis ofertas celebrativas na televisão, rádio e internet”.

De acordo com CEP, a decisão de suspender todas as celebrações está em “consonância com as indicações do Governo e das autoridades de saúde”.

Na sequencia, o Santuário de Fátima também anunciou que vai suspender todas as celebrações litúrgicas a partir de sábado, seguindo as orientações da CEP, como contributo para travar a pandemia. “O Santuário de Fátima procura desta forma atender às exigências do momento, tendo como prioridade a proteção dos peregrinos e dos seus colaboradores”, informa, em comunicado.

A instituição religiosa adianta que “decidiu de forma responsável suspender as missas, o terço e a via-sacra, celebrações previstas no programa oficial”, depois de a CEP ter determinado que os sacerdotes suspendam a celebração comunitária da santa missa.

A missa das 15h desta sexta-feira na Capela da Morte de Jesus já não foi celebrada, enquanto na parte da manhã a peregrinação mensal de março foi realizada na Capelinha das Aparições, na presença do padre Vítor Coutinho, vice-reitor do Santuário de Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém.

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde declarou a doença Covid-19 como uma pandemia e na quinta-feira à noite o Governo português declarou estado de alerta.

Desde dezembro do ano passado, o novo coronavírus infectou mais de 131 mil pessoas, das quais mais de metade Já recuperou da doença. A covid-19 provocou quase cinco mil mortos em todo mundo.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde comunicou que o número de pessoas infectadas subiu para 112.

Aulas suspensas

As escolas de todos os graus de ensino suspenderam todas as atividades letivas presenciais a partir de segunda-feira devido ao surto Covid-19, anunciou primeiro-ministro, António Costa, numa mensagem ao país.

A medida vai afetar mais de dois milhões de alunos: Só no ensino pré-escolar estão inscritas cerca de 240 mil crianças, no ensino básico e secundário são quase 1,4 milhões e nas instituições de ensino superior perto de 373 mil alunos. A estes juntam-se ainda as crianças das creches.

Na quarta-feira, o Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou que só fossem encerradas escolas por determinação das autoridades de saúde, uma proposta que a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou fazer sentido.

A possibilidade de antecipar em cerca de duas semanas as férias escolares da Páscoa foi defendida esta semana pelo presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira. Um cenário também admitido no início da semana pelo primeiro-ministro, que remeteu sempre a decisão para o Conselho Nacional de Saúde Pública.

Desde segunda-feira começaram a encerrar algumas escolas básicas e secundárias assim como estabelecimentos de ensino superior.

Os diretores aplaudiram a decisão de encerrar as escolas até 09 de abril, tranquilizando os pais sobre avaliações e exames que “irão ser realizados”. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, disse que a decisão “corresponde às expectativas” das comunidades escolares, uma vez que já havia “um clima tenso, de muita angústia e ansiedade” que “não era propício ao processo de ensino e aprendizagem”.

Também o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais aplaudiu a decisão do Governo de encerrar as escolas e de garantir o rendimento dos encarregados de educação que tenham de ficar em casa com as crianças. “Esta era a medida que esperávamos e é a mais adequada”, afirmou Jorge Ascenção.

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