O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros do que no mês anterior e 17,1% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o INE, o aumento homólogo de 17,1% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – foi superior ao registado em abril (16,5%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,6%.
As regiões do Oeste e Vale do Tejo e Norte apresentaram o aumento mais expressivo face ao mês anterior, com ambas a subirem 1,9%, enquanto a Península de Setúbal (22,5%) teve a maior variação homóloga, não tendo havido reduções, quer em cadeia, quer em termos homólogos.
Para o apuramento do valor mediano de avaliação bancária de maio de 2026 foram consideradas 35.552 avaliações (22.139 apartamentos e 13.413 moradias), mais 0,8% do que no período homólogo, enquanto face a abril foram realizadas mais 1.069 avaliações (+3,1%).
Nos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária foi de 2.580 euros por metro quadrado (euros/m2), mais 19,7% do que em maio de 2025.
Os valores mais elevados registaram-se na Grande Lisboa (3.378euros/m2) e no Algarve (2.945 euros/m2), enquanto o Alentejo e o Centro apresentaram os valores mais baixos (1.584 euros/m2 e 1.686 euros/m2, respetivamente).
Neste tipo de habitação, a região de Oeste e Vale do Tejo apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (26,3%), não se tendo verificado qualquer descida.
Face ao mês anterior, o valor de avaliação dos apartamentos subiu 1,3% em maio, tendo o Alentejo registado o maior aumento (6,3%), não ocorrendo qualquer descida.
O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 40 euros, para 3.279 euros/m2, tendo os T2 e T3 aumentado 26 euros, para 2.641 euros/m2, e 30 euros, para 2.229 euros/m2, respetivamente. No seu conjunto, estas tipologias representaram 92,2% das avaliações de apartamentos realizadas em abril.
Quanto às moradias, a avaliação mediana alcançou os 1.581 euros/m2, um acréscimo homólogo de 13,4%, destacando-se a Grande Lisboa (2.874 euros/m2) e o Algarve (2.786 euros/m2) com os valores mais elevados, enquanto o Centro e o Alentejo apresentaram os valores mais baixos (1.152 euros/m2 e 1.279 euros/m2, respetivamente).
Os Açores e o Oeste e Vale do Tejo apresentaram o crescimento homólogo mais elevado (ambas as regiões com 18,6%), não tendo ocorrido qualquer descida.
Em relação a abril, o valor de avaliação das moradias subiu 1,3%, tendo o Algarve sido a região com o crescimento mais elevado (4,5%) e verificando-se a descida mais acentuada na Madeira (-3,5%).
O valor mediano das moradias T2 subiu 34 euros para 1.576 euros/m2, o das T3 cresceu quatro euros (1.531 euros/m2) e o das T4 aumentou 18 euros, para 1.672 euros/m2.
No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,3% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.
Numa análise por regiões NUTS III, a Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal apresentaram em abril os valores de avaliação mais elevados face à mediana do país em 50,4%, 31,6% e 23,3%, respetivamente.
Pelo contrário, Beira Baixa, Beiras e Serra da Estrela e Terras de Trás-os-Montes foram as regiões com os valores mais baixos face à mediana do país (-54,2%, -53,3% e -51,9%, respetivamente).
O valor mediano de avaliação bancária de habitação calculado pelo INE considera as habitações com área bruta privativa entre 35 e 600 metros quadrados e alojamentos que tenham sido alvo de uma avaliação no âmbito de um pedido de crédito.




