A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
A informação foi recebida pelas 07:20, “quando a aeronave que iria assegurar aquele voo se encontrava ainda em aproximação ao Aeroporto de Lisboa”, proveniente de um outro voo, acrescenta a Polícia de Segurança Pública em comunicado.
A PSP desencadeou os procedimentos de segurança aeroportuária, estando ainda a tentar perceber “a origem e as circunstâncias da ameaça”, não podendo ainda divulgar mais informações por poder comprometer a investigação.
A polícia recebeu às 07:20 de hoje uma comunicação “relativa a uma ameaça de bomba dirigida ao voo FR8197, da companhia aérea Ryanair, com partida do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e destino a Roma, Itália”.
A aeronave que iria assegurar aquele voo encontrava-se ainda a fazer outra viagem, estando prestes a aterrar no aeroporto de Lisboa, explica a Direção Nacional da PSP em comunicado.
“Perante a natureza da ameaça e os elementos disponíveis”, a polícia desencadeou os procedimentos de segurança aeroportuária: “Após a aterragem da aeronave em Lisboa, foi realizada uma vistoria de segurança por polícias da Unidade Especial de Polícia (UEP), com o objetivo de verificar a existência de eventuais objetos ou engenhos suscetíveis de comprometer a segurança da aeronave e dos seus ocupantes”.
Além disso, todos os passageiros e respetiva bagagem tiveram de ser novamente submetidos aos procedimentos de rastreio de segurança antes do embarque, acrescenta a Direção Nacional da PSP.
“As autoridades competentes encontram-se a desenvolver diligências destinadas ao esclarecimento da origem e das circunstâncias da ameaça, não sendo, nesta fase, divulgados elementos adicionais suscetíveis de comprometer a investigação”.
O caso registado em Lisboa junta-se a uma onda de falsas ameaças de bomba que na quinta-feira afetou pelo menos 25 voos entre países europeus, incluindo um voo que saiu do Porto com destino a Milão, levando a Comissão Europeia a ativar o mecanismo de partilha de informações entre Estados-membros.
Esta semana, vários países europeus registaram ameaças dirigidas a voos de diferentes companhias aéreas, incluindo Espanha, França, Bélgica, Áustria, Polónia, Dinamarca, Irlanda, Grécia, Finlândia, Sérvia e Roménia.
Na terça-feira, foram igualmente reportadas situações semelhantes, incluindo num voo que fez a ligação Lisboa-Roma, tal como aconteceu hoje com um voo que saiu do Porto com destino a Milão, segundo a agência noticiosa italiana ANSA.
Uma célula extremista russa enviou um ‘email’ para os aeroportos italianos com ameaças de bomba contra seis voos: “A explosão ocorrerá dentro de 60 minutos. Hoje, o vosso céu ficará vermelho”, dizia o ‘email’ citado pela agência ANSA.
A célula remete para o Muzhskoye Gosudarstvo, um movimento russo ultranacionalista e misógino – já conhecido das autoridades internacionais – fundado por Vladislav Pozdnyakov e proibido na Rússia.
“Nós, os combatentes do ‘Estado Masculino’, deixaremos a nossa marca na história com as nossas ações de hoje. O vosso regime feminista vai lembrar-se disto para sempre”, referia ainda o ‘email’.
Apesar das dezenas de voos afetados, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA) considera que os alertas representam uma ameaça reduzida para a segurança aérea.
A AESA recorda que a avaliação e resposta a ameaças de bomba cabe às autoridades nacionais, em articulação com operadores aeroportuários, companhias aéreas e forças de segurança.
Perante a vaga de falsas ameaças registada na quinta-feira, que se soma aos incidentes ocorridos na terça-feira, a Comissão Europeia anunciou a ativação do mecanismo de intercâmbio de informações em matéria de segurança da aviação entre os 27 Estados-membros, ressalvando que ainda é cedo para determinar se todos os casos estão relacionados entre si.



