O Palmeiras qualificou-se pela oitava vez para a final da Taça Libertadores de futebol, a quarta pela mão do treinador português Abel Ferreira, ao impor-se ao Fluminense no desempate por pênaltis, após perder em casa por 1-0.
O jogo da segunda mão da semifinal da mais importante prova sul-americana de clubes, disputado na quarta-feira, ficou decidido quando o goleiro Carlos Miguel defendeu o remate de Nonato e, de seguida, Marlon Freitas, antigo jogador do Fluminense, manteve o registro perfeito do Palmeiras da marca de grande penalidade, estabelecendo o 5-3 final.
Durante o tempo regulamentar, o gol marcado pelo médio Hércules, aos 82 minutos, tinha anulado a vantagem por 2-1 que o Palmeiras tinha alcançado no encontro inaugural – no qual Abel Ferreira não esteve sentado no banco de suplentes, por estar suspenso -, realizado há uma semana, no Rio de Janeiro.
O técnico português, de 47 anos, vai disputar o título pela quarta vez, depois de se ter sagrado campeão em 2020 e 2021 e perdido a final no ano passado, frente ao Flamengo, que esta época é treinado pelo compatriota Leonardo Jardim e que poderá reencontrar no jogo decisivo da atual edição.
O Flamengo, campeão sul-americano em 2025 sob o comando técnico do brasileiro Filipe Luís, recebe hoje os argentinos do Estudiantes, depois de ter empatado 0-0 na primeira mão, em La Plata, e poderá assegurar uma final entre dois clubes orientados por treinadores portugueses, em 28 de novembro, em Montevideu.
“Já ganhamos um título este ano. Estamos em outra final. Somos talvez a equipe com mais jogos do Brasil, chegámos a 61 jogos. Tentei usar uma estratégia arriscada, ao jogar com duas linhas de cinco e os nossos jogadores mostraram que estão preparados. O que significa para mim, mais do que tudo, é missão cumprida”, observou Abel Ferreira.
Ao garantir a quarta presença na final da Taça Libertadores, Abel Ferreira igualou o registro do brasileiro Luiz Felipe Scolari, ex-técnico português, e dos uruguaios Luis Cubilla e Roberto Scarone e é apenas superado pelo treinador argentino Carlos Bianchi, que discutiu cinco vezes o título e ganhou quatro.
“Tento bater os meus próprios recordes. (…) Isso também faz com que procure sempre a minha melhor versão. Acima de tudo, é a vontade de querer ganhar e de ajudar esses jogadores a ganhar”, desabafou o treinador do Palmeiras, que se tornou o terceiro clube com mais presenças na final, depois dos argentinos do Boca Juniors (12) e dos uruguaios do Peñarol (10).
O ‘Verdão’ reforça o estatuto de clube brasileiro com mais finais disputadas na Taça Libertadores, que conquistou três vezes (além dos títulos alcançados sob a liderança de Abel Ferreira, sagrou-se também campeão em 1999), apesar de o Flamengo, com cinco presenças, ter erguido o cetro mais vezes, em 1981, 2019, 2022 e 2025.
A rivalidade entre os dois clubes, as duas cidades (São Paulo e Rio de Janeiro) e os dois técnicos lusos é extensível ao campeonato brasileiro, que o Flamengo lidera com um ponto de vantagem sobre o Palmeiras, segundo classificado, a sete jornadas do fim do Brasileirão.



