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Clima global: o que muda no desporto e nas apostas
O período 2023–2025 foi o mais quente já registrado na história. Segundo o Copernicus Climate Change Service, a média dos últimos três anos superou pela primeira vez o limiar de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Em 2025, a temperatura média global ficou em 14,97°C – apenas 0,13°C abaixo do recorde de 2024. Esse aquecimento afeta tudo, desde colheitas até infraestruturas, e o desporto não é exceção. Quem acompanha eventos ao vivo em plataformas como a 1xbet no Brasil e outros operadores percebe que adiamentos, mudanças de horário e alterações de condições de jogo tornaram-se parte regular do calendário.
O que dizem os dados climáticos mais recentes
A Organização Meteorológica Mundial confirmou que o período 2015–2025 constitui os 11 anos mais quentes desde que os registos começaram em 1850. Dados-chave do relatório State of the Global Climate 2025:
- temperatura global média em 2025: 1,47°C acima do nível pré-industrial (ERA5);
- o oceano absorve energia equivalente a 18 vezes o consumo energético humano anual nos últimos 20 anos;
- gelo marinho no Ártico em mínimos recordes ou próximos disso;
- 1,2 mil milhões de trabalhadores expostos a stresse térmico anualmente;
- ondas de calor foram o evento climático extremo mais letal de 2025.
Para 2026, os modelos climáticos apontam para temperaturas semelhantes a 2025.
Como o clima extremo afeta o desporto profissional
Ondas de calor, tempestades e mudanças imprevisíveis de temperatura já não são exceções no calendário desportivo. Tornaram-se variáveis operacionais que federações e atletas precisam de considerar.
| Tipo de evento climático | Impacto no desporto |
| Ondas de calor prolongadas | Jogos adiados ou transferidos de horário; queda de rendimento físico |
| Tempestades e chuva intensa | Interrupções de jogo; superfícies degradadas; lesões musculares |
| Vento forte | Impacto em desportos de precisão (tênis, golfe, futebol) |
| El Niño / La Niña | Alteração de padrões sazonais inteiros; verões mais quentes, invernos atípicos |

O World Weather Attribution identificou 22 eventos climáticos extremos graves em 2025. Em 17 deles, as alterações climáticas tornaram o evento mais severo ou mais provável.
O que muda nas apostas desportivas com o clima extremo
Para quem aposta em eventos ao vivo, o clima deixou de ser um factor secundário. Três mudanças concretas já se observam nos mercados:
- Casas de apostas começaram a ajustar odds em tempo real com base em previsões meteorológicas. Um jogo de futebol sob chuva intensa reduz a probabilidade de gols, e as linhas de over/under movem-se 30 a 60 minutos antes do apito inicial quando há alerta de tempestade.
- Torneios de tênis ao ar livre registram mais interrupções por calor extremo. A regra de pausa por calor (quando o índice WBGT ultrapassa determinados limiares) altera a dinâmica dos sets e cria oportunidades em mercados de duração do jogo.
- Eventos adiados por condições climáticas levam a ajustes nas odds. Quando um jogo é remarcado com menos de 48 horas de antecedência, as cotações tendem a variar mais rapidamente do que o habitual devido à menor disponibilidade de dados atualizados sobre forma e preparação dos jogadores.
A NPR reportou que vários grupos de monitorização climática preveem que 2026 será tão quente quanto 2025. Isso significa que a frequência de interrupções desportivas relacionadas com o clima vai manter-se elevada durante toda a temporada.
O que esperar para o resto de 2026
Os modelos preveem um possível Super El Niño no segundo semestre de 2026. Se confirmado, traria calor extremo durante o verão do hemisfério norte – exatamente quando decorrem a Copa do Mundo, torneios de ténis em superfície dura e as pré-temporadas de futebol. As federações desportivas já planeiam horários de jogo mais tardios e pausas técnicas adicionais.
Artigo terceirizado, não é de responsabilidade do Mundo Lusíada




